quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Calor e escrita...

Olho a hora como se ainda houvesse curiosidade. Há tanto tempo que passo as noites olhando a tela que é a única fonte de luz no breu deste apartamento. O calor me lembra um pouco a cena de quase boemia, de escrever com o ventilador ligado, sabendo que o vento é insuficiente para aplacar a temperatura.Vontade de ir à sacada, quem sabe me esparramar sobre velho colchonete e me deixar adormecer ao relento, tendo o azul de veludo como cobertor e as estrela de companhia. Quem sabe ainda venha a fazer isso.
E hoje parece que está ainda mais quente... Escondido pelo óculos de grau meu rosto parece pegar fogo. O corpo suado os olhos ardendo desde a hora que fiz a besteira de colocar meus pés para fora do prédio.Os braços, mesmo com a quantidade infinita de protetor solar, já não apresentam a coloração mega-branca e iniciam um tímido processo de bronzeamento.
Visto um shorts esportivo, a camiseta branca desenhada e os já citados óculos de grau. Penso na minha completa incapacidade de escrever com este calor e abro a página, não porque realmente tenha algo a dizer, mas porque necessito desesperadamente de um lugar para dizer: "Está quente, está muito quente e eu preciso trocar o maldito ventilador por um bom ar-condicionado ;)

Beijo, beijo, beijo...
A distância pq encostar com este clima nem pensar!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Transbordante de paz...

É, nos vemos pouco... E para muitos o nosso pouco não basta, não é suficiente. Eu sei e de certa forma concordo.Concordo que faça falta nos dias de tristeza e nos momentos de euforia, mas ainda assim, está sempre tão presente em sua distância...
E quando de seis em seis meses nos vemos é como respirar nova vida, inspirar-me no sorriso fácil, no olhar sincero e tentar ser um pouquinho melhor para me tornar assim, um pouco como ela.
É assim, foi assim, será sempre assim... Não porque as convenções nos proponham a fórmula, mas pq aprendemos que tempo e distância são apenas palavras, desculpas de quem não conhece o verdadeiro sentimento de amizade.

dia 20/12, eu e minha maninha Pauli, no lugar que tornou-se nosso.

beijo, beijo, beijo,
na tentativa de dividir o carinho, o sentimento transbordante de paz.

Sobre todo o tempo

E no tempo que não escrevo, que vagueio na rede lendo, procurando e rapidamente me enfadando desta falta de novidades.
Fico cá com esta fadiga causada pelo calor e marasmo, esta falta de palavras esta confusão de sentimentos.
Cá comigo? Bem trago a certeza de que não curto este calor miserável de quem não tem ar condicionado, tentando me contentar porque ainda posso sentar-me ao lado do ventilador. Lá fora passam de 32º e alguns malucos dizem que isto é tempo bom... Neste tempo "bom" eu curto um sono imensurável causado pela completa ausência de uma brisa fresca.
E neste cenário descrito com um humor quase cínico de tão irremediavelmente irônico, passo por esta página todos os dias, clico em "nova postagem" olho os espaços em branco e desisto. Minha inspiração fadada a dar-me as costas... Sorte dela que pode ir à um sítio de menor temperatura.


beijo, beijo, beijo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sobre poesia


Vou escrever sobre poesia, e farei isso como que ouve uma música, quem aprecia um espetáculo de dança. Vou escrever pensando nas belas coisas da vida. Não apenas nos casais apaixonados, mas nas pessoas de vida simples que tiram do suor e da terra o sustento de sua família.
Quero a poesia de um dia duro coroado por uma taça de vinho, ou até mesmo um copo de plástico se só assim for possível. A poesia de sair com os amigos na noite de sexta e acordar no sábado de cabeça dolorida e coração aliviado por ter feito mais por mim naquelas horas de riso do que no tempo trancada na sala de trabalho.
Quero a poesia do colo materno, a poesia do olhar materno, aquele guardado na memória como a tatuagem perfeita, aquele ao qual me apego quando nada tenho, ou quando algo me sobra, quando me sobra a saudade.
Quero a poesia existente na solidão, a poesia da exaustão, a poesia da paixão do tesão e da febre, quero a poesia de um livro aberto no parque, do sol que toca a distância. A poesia de andar de bicicleta, a poesia que nos rouba o tempo e nos faz olhar ao lado.
Quero a poesia das pequenas histórias, dos contos antigos, dos tempos modernos, do vento noturno e da chuva que nos acorda de madrugada. Quero a poesia que está em todos os lados, que nos persegue em uma caminhada, que nos desperta em um beijo.
Sim vou falar de poesia, a poesia do olhar do poeta que timidamente se esconde dos refletores e escreve com a tinta o que carrega no coração.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quanto é preciso sonhar antes de chegar lá?
Quanto você vai calcular, quantas vezes vai dormir pensando em realizá-lo?
Quanto é preciso sonhar antes de ver realizado seus sonhos?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sobre tantas palavras

Minha caixa de e-mails transborda e-mails não lidos, mensagens que iniciam com "FW" ou "enc". E lá uma vez ou outra passo os olhos rapidamente não porque realmente me interessem naquele momento, mas porque quero me livrar das palavras em negrito e do peso na consciência.
Não resolve o problema. Eu não gosto destas correntes, não me convencem que uma mensagem que não foi pedida possa mudar a vida de alguém que não quer ouvir. E neste momento, muitos pensam que sou eu a errada, que estou tão vazia de fé que escrevo estas heresias... Mas não é verdade. Minha fé (vou explicar, mesmo tendo a certeza de que é um assunto apenas meu), está nos corações e não na tela do computador. Não consigo, me me esforçando para tanto acreditar que Deus vai me ouvir melhor porque passei um texto à 20 amigos em cinco minutos. Com cinco minutos, posso respirar fundo e perceber, nesta tomada de ar, que ele está ao meu lado. Posso regar as plantinhas que tenho na minha sacada, Posso ver o amor dentro dos olhos da minha irmã, mas não posso repassar um e-mail que eu não queria receber. Não são as mensagens, que geralmente não leio, mas aquela última linha "repasse e uma grande coisa irá acontecer contigo" grande coisa seria não receber mais este tipo de mensagem e sei, estou provavelmente passando dos limites, mas neste momento, sinto que meus limites foram ultrapassados.
Eu acredito em Deus,
Acredito em anjos da guarda,
Acredito na humanidade, mesmo que ela me decepcione.
Mas não, eu não acredito em correntes...

beijo, beijo, beijo

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

E o tempo passa...

E eis que ao respirar tranquila a verdade se revela... Nesta verdade consta a certeza de que muitos não serão vistos novamente, que o tempo afasta e a distância nos faz esquecer... Então, quem sabe, em algumas décadas lembrarei com saudade deste tempo, do frio na barriga, dos trabalhos que encarei como diversão, deste último que não foi assim tão divertido. Lembrarei dos amigos com a esperança de que não tenham me esquecido, com medo de que o tempo e a distância tenham sido mais fortes e apagado minha marca.
Porque não vamos aqui ser hipócritas, eu como todo mundo, espero deixar minha pequena marca no mundo e se não posso alcançar o mundo porque não uma boa lembrança na memória daqueles que se tornaram caros?
Mas tenho a triste percepção de que não é bem assim... As pessoas se esquecem e eu mesma, não posso prometer que me lembrarei...
Você irá me dizer que temos as redes sociais, mas qual a eficiência dela diante de dias corridos e mudanças de rumo que não esperávamos? É, nem todos serão lembrados, alguns apenas vagamente, mas ainda assim, existem aqueles que habitarão as densas nuvens da minha memória, que me arrancarão um sorriso saudoso e um suspiro sem fôlego: "que saudade..."
Saio agora, porque já fiquei por tempo demais. Saio porque me sinto um pouco cansada, frustrada... Saio porque mesmo que fique, não haverá maior vitória do que as amizades que já conquistei.

Abraço,
Sorriso,
A sombra de uma lágrima que as verdades fizeram cair...

domingo, 27 de novembro de 2011

Sobre a infância



Se fechar os olhos ainda posso estar lá, ainda posso sentir os perfumes, ver os brinquedos, refazer os trajetos.
Nem todos tem a sorte, nem todos tiveram uma infância assim, digna de lembranças, responsável por sorrisos.
Eu, se fechar os olhos, ainda posso voltar lá. Posso correr de "monza" ao redor da casa, posso ser uma heroína e escalar a porta do quarto, posso jogar bola com a parede e inventar o enredo de um jogo perfeito, posso ser qualquer coisa e estar em todos os lugares que minha infante imaginação desejar.
Eu pulei amarelinha na rua, andei e cai de bicicleta (tantas vezes!), eu brinquei de táxi no fusca do meu avô, e cuspi sementes de ariticum para fora da janela. fiz corrida de carrinho de rolimã, acampei no quintal de casa e comi laranja colhida do pé. Eu brincava com bonequinhas de papel, desenhei, pintei e recortei. Eu li gibis deitada no tapete da sala, li livros na varanda, e subi na estante para pegar o que não estava ao meu alcance. Minha mãe me deu "uma história por dia" de presente de aniversário e o "banco imobiliário" no dia das crianças. Ganhei bola, boneca, bicicleta, ludo e xadrez. Fiz meu pai me ensinar a jogar betes e desenhei a casa da barbie com giz na garagem de casa.
Eu fiz, imaginei, brinquei e sonhei.
Eu fui tudo e eu tive tudo que era preciso.
Tive sorriso, gargalhada e choro.
Tive colo de mãe, atenção do meu pai e irmãs para deixar o bolo mais divertido.
Tive uma infância que os menos afortunados não sonham, que os mais afortunados não alcançam.
Tive no tempo certo e na medida certa. Tive enquanto era preciso, enquanto foi desejado...
E neste tempo eu vivi a maior felicidade existente, experimentei as maiores alegrias.
E mesmo que as coisas tenham mudado pra mim, ainda assim, existe este tempo, onde tudo era perfeito, onde as coisas estavam em seus devidos lugares, onde eu estava segura e plenamente feliz.

E quando lembro deste tempo sorriso e lágrimas se misturam ao pensar no que não foi mencionado, ao lembrar do chá com leite, do requeijão com mel. Saudade de ti vozinha, sinto sempre saudade de ti.


beijo, beijo, beijo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

...


Tem vezes que é o caminho... Com ou sem obstáculos, divertido ou triste, amargo ou doce, suave ou quente...
Tem vezes que é a chegada, exausta, emocionada, cheia de histórias e cicatrizes.
É o meio e o fim. Não se chega ao segundo sem passar pelo primeiro, nem este é tão difícil que não possa ser superado. O jeito é continuar caminhando, ultrapassar os obstáculos, deixar pra trás as mágoas, as dores e ficar com as histórias, com a aventura...

os passos,
o salto,
a história...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

...

O sorriso parecia revelar a alma, os olhos escuros demais, como dois buracos negros sugando energia e revelando calor. Quente, louco, pulsante... Duas vidas que se encontram, dois mundos que se misturam, dois corpos que parecem se perder...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

E tudo o que disse, o que suspirei, não foi mentira.
As lágrimas que correram por minha face, a sensação de estar perdido isso nunca foi mentira.
Não foi mentira meu mau humor, minha falta de apetite, as olheiras que se formaram em meu olhar.
Mas também não foram mentiras as horas de risos e sonhos, os cantos que entoamos semi-acordados, as memórias que guardaremos como pequenos tesouros de valor inestimável.
Não foi mentira quando pedi que me deixasse decidir, me deixasse errar e aprender.
Não foi mentira minha revolta, não era mentira no meu olhar...

Mas todo o resto?
Bem, digo apenas que foram inverdades caladas.

beijo, beijo, beijo

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

chegaaaaaaaa.....

Tá tudo tão errado sempre, que na certeza de errar nem da vontade de continuar tentando.
Penso que tenho, que devo... Quem sabe seja esta a última vez e eu não tenha que retornar ao texto como uma principiante. Quem este seja o momento de 99% de transpiração e minha inspiração tenha se tornado zero.
Sei que ainda a muito por fazer, mas quer mesmo saber? Tô cansada, tô de saco cheio! Tô pedindo pra sair!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E todas aquelas coisas que ainda quero fazer...

E alguns dizem que já fiz muito, que por um período caminhei rápido demais e é preciso diminuir o passo, eu repito isso a mim mesma e tento relaxar...
O tempo está passando rápido, rápido demais para quem ainda tem tantos sonhos...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

dois mundos...

Era para ter se tornado cientista... E por Deus, provavelmente seria...
Mas a mãe, preocupada e zelosa, apresentou à menina as artes, a poesia e a literatura...
Foi desta forma que seu mundo se dividiu... Ficou ali entre o pensamento lógico e a inconstância das palavras;
Entre o que é certo e o que pode ser criado, entre o que é explicado e o que é sentido.
Ficou ali entre o que deve ser descoberto e o que pode ser apenas inventado...
E sim, existem dias em que é um pouco mais pensativa, em que busca respostas... Em que pensa na física das coisas... Mas na maior parte do tempo? Bem, a maior parte do tempo ela é apenas palavras e sonhos, criando mundos onde tudo pode ser explicado com uma nova e nenhum pouco científica teoria.
Vive sim entre dois mundos, mas somente sendo assim, para continuar viva em qualquer um deles...

beijo, beijo, beijo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E uma coisa leva a outra...

Navegando meio sem rumo pela net, uma amiga (destas que nem sabem nossa existência), fala sobre a antiga alegria de receber cartas que hoje se transformou na alegria de receber e-mails.Verdade. São cinco minutinhos, que alguém perdeu ao lembrar de nós. Algumas palavras rápidas dizendo que sente falta, nos fazendo sentir especial. E hoje era um destes dias que uma mensagem no facebook tem o poder de mudar... Mudou. quando eu queria um sorriso, um abraço, uma palavra, um carinho... Bem, chegou! Porque nestes momentos se reconhece os amigos, àqueles que sentem o momento certo, que têm uma conexão maior que o simples conhecimento... Nestas horas, estes amigos-irmãos aparecem, apenas para nos dizer que sente falta. E eu? Eu sinto o coração cheio de alegria porque a verdade é que sinto saudade, todos, todos os dias...

beijo, beijo, beijo

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fios de cabelos brancos

São como a areia na ampulheta da vida. Surgem um à um, as vezes nem os percebemos chegar e enquanto a vasta cabeleira muda de cor mudamos também nós, que temos a feliz capacidade de metamorfose. Bem, não era sobre isso que eu pretendia escrever, mas estive em outro sítio que me fez pensar no tempo... Não muito tempo antes deste tempo, eu achava que tinha feito demais, que se continuasse a caminhar neste ritmo, chegaria muito em breve... As certezas foram levadas com o vento e eu estacionei em outro lugar, já não tenho mais certeza de qual será para mim o melhor caminho a tomar. E enquanto tento descobrir o que farei com a minha vida, que razão darei a minha existência vão aparecendo os cabelos brancos, novas velas aparecem para enfeitar o bolo...
O tempo está passando...
Passando rápido demais...

beijo, beijo, beijo.

domingo, 30 de outubro de 2011

Covardia

O medo de tentar me apavora, a sombra do fracasso me suprime. E antes de lutar eu desisto de pensar, de imaginar, de figurar pensamentos que jamais se tornarão concretos. Sonhos... Me permito sonhar, me permito deixar levar pelas belas imagens de um futuro, mesmo com certeza de que não irão se tornar reais...

Ah! Eu e minha mente vagueante, minha covardia paralisante....

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sobre nós que estamos sentados a reclamar

É, estou com a mão no controle remoto, zapeando canais à espera da vida.
Não, não é como se eu não fizesse nada, pois veja bem, eu estou na internet, eu assisto diversos programas televisivos, eu vejo campanhas divertidas que mentes brilhantes tiveram a ousadia de inventar. E quem sabe um dia, se eu continuar a assistir bastante eu faça algo remotamente parecido... Bem quem sabe eu apenas copie de alguém. Porque copiar... Bem copiar é uma das primeiras coisas que aprendi nesta minha vida de universitário(a) otário(a). E é bem provável que ninguém perceba, porque estão quase todos assim como eu,sem iniciativa, levando créditos pelo que não fizeram.
Mas também posso, quem sabe, em uma tarde de sábado, levantar a bunda da cadeira e participar de algo que meus amigos estão tramando, quem sabe eu saia para ajudar em um trabalho fotográfico, quem sabe eu dê uma mão àquela galera que está preparando um vídeo. E quem sabe, se eu topar uma destas brincadeiras eu aprenda algo diferente e me torne um profissional mais aberto para o mundo, voltado para outros lugares, estes que estão fora do meu umbigo.
E sim eu sei, é confortável onde estou, onde você está. É confortável reclamar e reclamar e reclamar, mas saia um pouco do conforto, se liberte da mesmice que tem lhe mantido cativo e faça algo. aproveite o tempo que tens, os amigos que estão ao seu lado, a juventude e o aprendizado. Apenas feche a boca e faça algo.
O princípio da mudança não está em quem percebe o defeito, mas em quem faz algo para repará-lo.

Beijo, beijo, beijo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Hoje...


Dia incomum, transitando entre minutos de euforia e horas de cansaço.

Beijo, beijo... Ahhhh...

sábado, 22 de outubro de 2011

E hoje

Não quero falar sobre nada em especial, mas quero falar...
Quero gritar ao mundo o que para mim, bem para mim ainda é segredo...
Quero compreender esta estranha dinâmica ajustar as pontas tortas, deixar que as palavras se formem, que o sentimento vire poesia que esta coisa estranha que me acometeu ganhe sentido de alguma forma.
Está por aqui... Este sentimento estranho que dá-me a volta, que me mira com olhos desejosos, que me aprisiona... Alguém por acaso teria a chave para estes carcereiros cheios de dinâmica, que hora são felicidade, hora são sofrimento? Alguém com capacidade de segregá-los um do outro, de separá-los e compreendê-los... Alguém, inteligente, sábio ou esperto... Um lunático, louco ou insano... alguém capaz de desvendá-los?
Não há momento em que me sinta mais humana, momento em que me sinta menos capaz.
E nestes dias de confusão e angústia, de felicidade transbordante de insegurança mordaz venho onde as palavras tomam forma, onde tudo, mesmo que não faça sentido, ganha um pouco de paz.

Uma confusão dos diabos...
Uma confissão,
Uma eterna questão...

domingo, 16 de outubro de 2011


Tem tempo que vale a pena fingir, pintar desenhos nos muros e sorrir com o tempo que se perdeu...
Ainda lembro dos passos passados, ainda penso no próximo caminho...
Eu que mudei tantas vezes, ainda sonho com novas mudanças...
Que a vida me dará tempo de tentar e que eu seja bastante forte para conseguir...

sobre o dia de hoje?
estou com saudade.

sábado, 15 de outubro de 2011

As vezes...

Ficar muito tempo sozinho, faz com que você se acostume ao silêncio, com que aprecie mais as batidas suaves do próprio coração.
Me perguntam porque voltei, porque me preocupei se o sentimento já havia passado, mas a verdade é que não se foi. Não irá assim tão facilmente. Está comigo há tempo demais, já marcou território, resolveu ficar e eu já não tenho certeza se quero expulsá-lo.

beijo, beijo, beijo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Eu e meu mundo cheio de fantasia

Tem vezes que sinto-me como criança,
Não, não acontece vez ou outra, não fica restrito aos dias como o de hoje.
Se revela nos livros que leio, nas histórias que imagino, nos filmes que me levam daqui.
Minha alma infante tem asas nos pés e eu me vejo a voar.
Então me apaixono por personagens como Peter Pan e Aramis e fico a pensar na risada infantil, na beleza da coreografia de espadas, na poesia dos diálogos escritos de forma tão perfeita.
É poesia... Mas também é sonho, fantasia inocente de criança apaixonada por livros e palavras...

Tem tempos que sinto-me como criança,
Neste tempo me pego a sonhar com aventuras...
Eu realmente amo estes sonhos...


E tudo bem, o filme não é exatamente fiel ao livro, mas ainda assim Adorei! Foi um ótimo programa para agradar a esta criança crescida.

Um por todos,
Todos por um!!

sábado, 8 de outubro de 2011

Cada qual com a sua lembrança

E cá moramos nós duas e as coisas que juntamos com o tempo, que trouxemos da casa de nossos pais, que fazem parte da nossa história..
Eu não me lembro ao certo, acho que as canecas foram presente de um passeio que não pudemos ir.
No meu caso, acompanhou minha adolescência. Meu personagem preferido, um pouco perverso com aquela criatividade nem sempre usada para o bem. Fofinho com suas "letlas tlocadas"
Na caneca em que tomei muito achocolatado hoje canetinhas, uma maneira de não me desfazer deste pedaço de mim, de manter comigo estas pequenas peças que me ajudam a lembrar quem eu sou e de onde vim.

beijo, beijo, beijo...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

?

Acima de todas as coisas eu tenho dúvidas.
Não, não possuo nenhuma resposta, apenas dúvidas então afaste-se.

Hoje definitivamente não é um dia para me questionar.

Uma pergunta,
Um questionamento
Uma resposta que se perdeu...

sábado, 1 de outubro de 2011

Na fotografia

Olha na foto antiga, pessoas que o tempo afastou e a distância construiu muralhas.
Fica aquela lembrança de um dia no parque, uma noite em torno da fogueira, letras mau traçadas de mãos infantis.
O tempo que cura as feridas também é o vilão das lembranças e com ele tudo fica um pouco embaçado, um pouco apagado.
Acontece lentamente, é quase imperceptível. Uma nuvem que cobre o sorriso, a névoa sobrepõe o olhar. É um rosto que some outro que modifica-se.
Apenas aquela imagem permanece estática. Parada no tempo, largada na caixa de perfume.
Aquela imagem que em momentos conta-nos a verdade perdida, em outros equivoca-nos com sorrisos de mentira e abraços sem intimidade.
E como diz a canção:
"O que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia..."

beijo, beijo, beijo
Gi.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

sobre livros

Minha mãe tinha uma biblioteca com muitos livros...
Sempre foi assim. Ainda antes de termos aberto a escola era em nossos próprios livros que eu fazia minhas pesquisas escolares.
Também em nosso quarto, haviam nossos próprios tesouros e era com livros que minha mãe nos presenteava por bom comportamento ou obstáculos vencidos.
Ela me ensinava poesia quando ainda era apenas uma garotinha de cachinhos dourados e cultivou em mim o interesse pela leitura, tendo paciência em me ouvir gaguejar ao seu lado sobre "pinóquio e as uvas".
Minha mãe tem uma biblioteca com muitos livros...
Sempre foi assim. Ainda é assim e assim nós seguimos seus passos, cultivando nosso amor pela literatura e poesia...
Ela se orgulha de ter nos dado as possibilidades, nós nos orgulhamos de tê-las aproveitado.
Nossa família sempre foi ligada às palavras, ainda somos...
Os livros são tesouros cultivados carinhosamente em nosso meio.

um beijo,
uma palavra,
milhões de poesias...

sábado, 24 de setembro de 2011

Se eu morasse sozinha...


Não haveriam paredes vazias...
Gosto de cores, images e lembranças,
Me satisfaz estar assim cercada de bons momentos e poesia,
De saudade e um pouco de melancolia.

beijo, beijo, beijo

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O gatuno

As mãos eram ágeis, mas os olhos... Bem, eram ainda mais...
Olhava o ambiente com aparente desinteresse, avaliava, decidia.
Com uma resolução invejável se aproximava.
Os dedos rápidos tocavam de forma displicente, os olhos encaravam famintos.
Um sorriso cínico se desenhava nos lábios.
Poderia ser comparado ao caçador, mas preferia o larápio, aquele que roubaria sem deixar rastro, que não deixaria marcas, mas saudade.
Trabalhava com maestria, quando terminasse o serviço ficaria apenas aquele sentimento de que falta algo.
Algumas vítimas nem perceberiam o roubo, não se dariam conta do bem perdido. Para outras seria devastador, perder algo assim tão precioso...
Mas ele não estava ali para se comover, estava para conquistar, tomar, ter.
Fecharia a noite como vitorioso, guardaria na lembrança a sensação de posse, levaria consigo o fruto do roubo.
Não se incomodava em manter o produto intacto, queria apenas apreciá-lo em sua coleção.
Uma vasta coleção decorações partidos...

beijo, beijo,beijo.

Nostalgia:

Tristeza profunda causada por saudades da terra natal.
Adivinha...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fora de mim

Tem tempos que queremos esquecer da vida que levamos, 
Fazer de conta que não somos nós, nesta vida, mas um outro que se apodera da gente para nos ajudar a esquecer. E nesta vida dupla sorrimos sorrisos largos, deixamos brilhar o olhar, encenamos...
Então, quando a noite chega, tiramos a máscara de felicidade, lavamos do rosto as lágrimas silenciosas e fechamos os olhos ainda ardentes que revelam uma vida que desejamos esquecer. É neste momento que revelamos a nós mesmos quem somos, nos deixamos lamber as feridas, tratar os machucados para recomeçar...


As vezes só quero esquecer...
beijo, beijo, beijo...

sábado, 17 de setembro de 2011

Ache uma explicação...


Me explica porque o destino nos prega peças, nos faz conhecer alguém em quem confiar piamente e depois nos separa?
Porque me ensina a admirar esta amiga apenas para que continue a fazê-lo de longe?
Porque me apresenta uma irmã, para me obrigar a acostumar-me com a saudade?
Fazes tanta falta irmãzinha, me explica como faço quando este sentimento bruto e sem piedade se agiganta sobre mim e deixa-me no chão? Ainda posso sorrir com as lembranças, mas mesmo sendo doces, ainda assim são apenas lembranças que ganam vida quando quero que estejas por perto.
Hoje só queria sentar contigo e falar sobre tudo ou nada. Ouvir de ti o que tens feito e lhe contar minhas pequenas aventuras...
Queria sorrir contigo, fofocar e pedir pizza de brócolis...
Tanta, tanta saudade de ti irmãzinha, fico aqui torcendo para que estejas bem, para que realizes seus sonhos, para que brilhe sempre, para que o sorriso que me cativou se transforme em estampa e esteja sempre em seu rosto. Mas as vezes, queria apenas que estivesses ao alcance de passos para poder lhe falar...

Me fazes tanta falta irmãzinha...

Sou apenas metáfora...

Sou apenas metáfora traduzindo de forma irônica meu mundo disforme.
E sorrio cheia de sarcasmo daqueles que não conseguem entender, com seu vocabulário limitado e uma visão curta para a poesia.
Rio de quem vive do literal e não se distrai com a literatura, de quem precisa de números em folhas brancas e esquece das formas e papéis coloridos...
Rio por que suas limitações me divertem e já passou meu tempo de me preocupar com isso.

E sou apenas metáfora para quem for capaz de entendê-las.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Devasso ou zabaneiro?



Estava no dicionário. Zabaneiro: Depravado, devasso...
E eu penso cá comigo que existe uma certa sensualidade na devassidão, no depravado... Me vem a cabeça palavras maliciosas sussurradas ao ouvido... Um olhar libertino, ausência de inocência, mãos e toques...
Que seja devasso também "moralmente vergonhoso" porque há vezes que não consigo ver a moral que se perde na saudade de bons costumes que já não temos mais...
Então a palavra perde um pouco seu sentido e devasso é apenas atrativo, lascivo...
"Zabaneiro" fica de canto, como um convidado indesejado que não se mistura ao resto da festa. Zabaneiro é arruaceiro, não tem bom gosto, é um ogro que pensa ser engraçado, é a piada chula, sem graça.
Zabaneiro fica espreitando a rua enquanto o devasso fica no interior e seduz com sorrisos cheios de calor...
Zabaneiro?
Bem, ele tem gosto ruim enquanto o devasso é cheio de sabor...

beijo, beijo, beijo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Apenas minha hipocrisia...

Por que todo mundo é sim um pouco hipócrita e não me vejo fugir a regra...
Por que aconselho e sou aconselhada sobre coisas que não vou seguir,
E finjo levar a vida a sério, finjo que ela não é lá grande coisa...
Finjo nesta página que sou boa moça, que meus defeitos são apenas motivo para que eu possa fazer piada.
Me finjo de boa pessoa, faço-de-conta que sou dotada de cultura e bom gosto enquanto a merda toda se agiganta em meu peito que é feito de confusão, desejos e sonhos...
Apenas porque vivo em um mundo de Hipócritas e tem sido bem mais fácil fazer parte dele do que me rebelar contra todas as coisas que intimamente condeno, que me fazem mal.
Tenho sido apenas mais uma e para ser sincera não vejo meio de ser completamente feliz esmurrando a multidão. Fico eu com meus medos e sonhos enquanto sigo representando meu papel nesta sociedade decaída e triste que finge ser politizada, correta e cheia de valores...
E apenas porque me finjo de boa moça, escrevo que estou sendo completamente sincera neste momento. Quem é verdadeiramente sincero nestes tempos?

um sorriso forçado e dois beijos ao vento...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

E tudo que disser pode e será usado contra você...

Escreve por não poder falar, e mesmo quando escreve tem medo.
Por que quem lê também julga, mesmo que siga calado.
Mas escreve porque na cabeça lhe fervem as idéias e é difícil segurar sem provocar a explosão.
E quando explode... Bem quando explode sente as dores no corpo e na alma, se é choro alegria ou êxtase, encontrar o equilíbrio novamente machuca... Então apenas escreve para evitar armazenar.
Tem vezes que suas palavras são apenas fúria, outras, são cheias de paixão... Há momentos que suas palavras são fogo, em outras mansidão...
E continua a escrever o que não pode ficar guardado. Escreve um sentimento, descreve uma cena, aventura-se ao inventar uma história.
Segue escrevendo mesmo sabendo que por suas palavras poderá ser ouvida, julgada e considerada inapta.
Ainda assim escreve, pois as palavras lhe fazem tão bem...

Um beijo, duas palavras para desafogar...

As vezes...

Parece que todas as coisas estão no lugar errado, mas sou apenas eu...

e fica para terminar em outro momento.

gi.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Existem dias...

Que meu mundo fica de pernas pro ar e eu sinto-me demasiadamente tola, até mesmo para colocar palavras neste espaço...

...

sábado, 3 de setembro de 2011

Loucos...



Algumas pessoas são boas, outras não.
Algumas pessoas são educadas, outras nem tanto.
Mas algumas são divertidamente, simplesmente e irrepreensivelmente loucas... E bem, estas além de mais honestas são também as que mais gosto, aquelas com quem mais me identifico...
Porque maluco é quem afirma não ter nem um pouquinho de loucura...
E a loucura é extremamente necessária...

Um beijo,
Um abraço,
Um sorriso louco...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

E volto...

...porque a vontade me suga  e este espaço me chama.
As vezes retorno por ter algo a dizer, em outras por que a simples ausência da palavra me incomoda.
Então eu volto a escrever, sem me preocupar com a lógica ou com o tema, mas com o alívio.
Escrevo porque quero o coração compassado, porque quero a mente limpa e gosto de ver minhas idéias assim, em palavras, mesmo que elas não façam sentido.

Então,apenas para ganhar tranquilidade,
eu escrevo.

um beijo, um suspiro, uma palavra

...

Queria ter algo a escrever, mas o apê tá uma bagunça e vou guardar energia para a faxina de amanhã.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Era para ser assim...

Olhando a foto viajo àquele tempo e penso se era mesmo para ser assim.
Era para ser em um dia de chuva, com sabor de café e cigarro.
Era pra ser assim mesmo que eu não goste de cigarro, mesmo que eu não curta o café.
Era pra ser depois de muito tempo e com aquela sensação esquisita de que está errado, mas está tão certo...
Era pra ser naquela tarde e não em tantas outras,
Era aquela chance, que não se converteria em outras chances...
Era pra ser sem peso,
Era pra ser sem culpa,
Era pra ser sem desculpas ou palavras, porque por mais que eu pense naquela tarde, termino encolhendo os ombros com a percepção de que simplesmente não era para ser.

beijo, beijo, beijo


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quase sem querer (meu hino para os últimos dias...)


(legião Urbana)
Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito;
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

Amanhã quero ser grande...

E ter sonhos que não me levem abaixo, desejos que não me lembrem das desventuras de se sentir só.
Amanhã, se o meu amanhã chegar, serei mais forte e menos rude, roubarei de alguém a doçura e tentarei o destino com um sorriso torto.
Amanhã olharei o horizonte à beira do precipício, me arriscarei a inspirar fortemente e gritar alto, forte e vibrante. Vou zombar das notícias que não recebi, dos telefonemas que esperei das respostas que não chegaram.
Amanhã, se o amanhã chegar, vou correr o risco de parecer idiota e usar menos vírgulas, parecer menos preocupada ou simplesmente não vou me preocupar. Vou dançar esquisito e tocar o “foda-se” para o mundo, porque me desculpe mundo, ainda sou eu a pagar minhas contas.
Amanhã vou jogar no lixo as críticas ao meu modo de ser e vestir, vou chutar para longe seu pote de veneno e sorrir. Porque amanhã... Bem, amanhã eu quero apenas esquecer-me da miniatura que me tornei e voltar a ser grande.

beijo, beijo, beijo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O melhor de apaixonar-se pelos livros é que eles não lhe pedem nada, mas lhe oferecem o mundo



E eu, com minha sede de compreensão, aventura e vadiagem, não poderia encontrar melhor parceiro que este estranho de face dura, mas de coração enorme. Este cara que encarna príncipes e plebeus, cristãos e bárbaros, tímidos e extrovertidos. Este tipo um pouco egoísta, mas bastante compreensivo que não liga de ser deixado de lado por uns dias e me recebe de páginas abertas quando meu desejo surge. Ele que não se importa com o pijama nada sensual, meus óculos enormes ou minha falta de postura ao sentar.
Amo quando me presenteia com histórias fantasiosas ou quando me traz um belo poema ao anoitecer. Gosto das coisas que me diz em uma tarde de sábado quando decido dedicar a ele meu tempo...
Este amante que por vezes é amigo, por vezes é um puto que faz me correr lágrimas com suas palavras.
E me acompanha no ônibus lotado, faz-me companhia na sala de espera, habita meus sonhos quando lhe deixo cair sobre os olhos.
Bem fácil apaixonar-me por este tipo que faz todos os tipos, que me leva à ilhas desertas e me ensina a ser novamente criança, que me conduz em uma luta de espadas e me leva com ele à tantos outros lugares...
bem, bem fácil me deixar levar por este gajo que não me cobra o gozo, mas deixa-me com o sorriso nos lábios...

beijo, beijo, beijo

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

... (2)

E cá estou eu novamente.
Estranho por que fico um tempo sem aparecer então a fome acontece.
Não sei se escrevo porque tenho algo a dizer ou é apenas minha alma inquieta, tentando colocar para fora de alguma maneira.
Que sou inquieta? bem é verdade, sempre fui.
Tenho esta coisa, um misto de raiva e tristeza que me incomoda quase todo o tempo.
As vezes sinto mesmo que deveria fugir, sumir no mundo, não voltar mais.
Mas a verdade é que não posso fugir DO mundo e se eu for tudo que desprezo vai comigo...
E eu seria aquele tipo de pessoa que não se importa, quando me importo tanto.

Quero as chaves do meu fusquinha,
Quero um dia com minhas amiga,
Quero não me importar mais,
Quero deixar toda a merda para trás.

Hoje estou mesmo muito, muito chateada e nem sei porque...

Uma lágrima, um sonho, uma bandeira de paz.
Gi.

...

Eu estive pensando...
Minha mãe odeia que eu comece a frase desta maneira, mas a verdade é: "eu estive pensando"
Que cada um dá valor à coisas diferentes,
Que em uma mesma família, pode se crer em coisas diferentes,
Que nem sempre o abraço é sinal de paz.
Estive pensando nas belas cenas que vimos no cinema,
Nos sorrisos sinceros que algumas vezes presenciamos,
Nos olhos e olhares...
Por que não sei definir onde a diferença se encontra mas ela está ali. Presente! Latente!
Por que não sei quantas vezes ainda irei chorar de saudade ou se meus olhos verão com a mesma cor o que vi um dia.
Por que olhar de criança é limpo, puro, mas também pode ser... Bem, ele pode.
Estive pensando no número de vezes que é preciso respirar antes que termine o dia e em quantas vezes vou sentir medo de deixar a segurança do apartamento, sem saber o que lá fora me aterroriza.
Andei pensando em como terminar as histórias que comecei,
em como dizer o que me incomoda,
em como não me incomodar mais
Quem sabe minha mãe tenha mesmo razão e "estive pensando" seja mesmo terrível...

beijo. beijo. beijo

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

E eu vou...

Seguindo entre o curtir e repetir, olhando imagens que me comovem, deixando a próxima onda me levar.
Quem sabe a vida seja mesmo muito curta e ainda existam muitos livros para ler e histórias para viver, mas por enquanto, hoje, agora e neste momento quero apenas me deixar levar pela rede sem saber ao certo onde vou parar...
Se chegar a areia volto a caminhar, mas me manter a deriva é melhor do que me afogar...

beijo, suspiro...
Fui!
Gi.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Meu vício agora


Meu Vício AgoraKid Abelha
Não vou mais falar de amor
De dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol
Do mar, da rua, da lua ou da solidão

Meu vício agora é a madrugada
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão

Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar...é voar

Não vou mais perder
Lágrimas baratas sem nenhum porque
Não vou mais perder
Melôs manjadas de Karaokê

E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes
De agora em diante ficarei assim...
Desedificante

Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar... é voar

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um poeminha...

Minha alma me encara de frente. É estranho que mesmo com minha miopia evidente eu ainda possa vê-la.
Diz nos meus olhos que tudo passou, afaga meus cabelos enquanto durmo, me compreende quase sem querer...
Queria uma catedral onde meu ego não fosse tão evidente, um lugar onde meus sentidos adormecessem.
Ela tem a astúcia de se fazer "a companheira". Solta todos os verbos, me diz que a vida é ruim e não serei eu a diferença. Diz que sou incapaz de entender certas coisas, que por enquanto devo esperar... Esperar ter a idade do céu.
Minha alma é naturalmente confusa, não deixa passar o primeiro susto, experimenta uma dor elegante, senta ao meu lado com sua chama  e eu me acerto em meu canto. Peço que não vá ainda, digo-lhe que tenho o coração aberto, e ambição de saber tudo sobre você.
Minha alma não me compreende, não entende minha renúncia a felicidade, minha fé em ti.
Em sua mente ainda vou me revelar, ainda serei tudo ou nada, invadindo a cidade do outro, senhora da liberdade em meio a tempestade.
Diz que se tiver chance, ainda terei um coração cigano, que não me preocuparei com as flores.
Lhe peço: "vem comigo"... Me responde apenas: "cuide-se bem".


Escrevi com títulos de canções de Zélia Duncan...
gostei da brincadeira...

Um beijo, um afago, várias canções...
Gi.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Minha maninha me escolheu esta canção...

Essa Pequena Chico Buarque
Meu tempo é curto
O tempo dela sobra
Meu cabelo é cinza
O dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito
A nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela

Meu dia voa
E ela não acorda
Vou até a esquina
Ela quer ir pra Flórida
Acho que nem sei direito
O que que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la

Feito avarento conto meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas
Ao vento, ai

As vezes ela pinta a boca e sai
Fique a vontade, eu digo
Take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eu fui!


É, eu estava lá, fazendo parte das pessoas que lotaram o Guaíra no sábado.
"A banda mais bonita da cidade" fez um show digno de seu nome...
Música boa, e ótima companhia. Meu final de semana teve direito a almoço no shopping estação com a Mô e a Má, tarde no sobradinho mais aconchegante da cidade, show em companhia da Tia Jô e Priminha Beatitiz, e pizza no final da noite...
Sobre tudo isso tenho a dizer que foi um ótimo sábado, AMEI!!!

beijo, beijo, beijo
Gi.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo...

...E eu ouço Maria Gadú.

Nunca antes tinha parado pra ouvir, mas hoje o fiz. Não porque tivesse interesse, mas este me foi despertado pela amiga com quem falei. Meu dia do amigo, começou com cumprimentos singelos a estes que estão por aqui, me seguem no twitter, vem ter comigo no facebook e estão sempre comigo pelos corredores da Universidade. Depois uma mensagem um pouco mais longa no facebook para aqueles um pouco distantes, mas que ainda assim me encontram por ali. Ainda estava incompleta.
Tomada por um sentido de urgência e prioridade escrevi com calma a estas três pessoas que tão distantes de mim se encontram, estas mulheres que me fazem visitar meu passado frequentemente em busca desta amizade que tanta falta me faz. Escrevo com a certeza de que elas nem mesmo tiveram tempo para pensar sobre que dia é hoje. Que não estiveram no twitter, mas as voltas com dois molequinhos malandramente lindos, não entraram no facebook, mas embalaram uma pequena princesa, não conectaram-se a internet, porque estavam conectadas em tantas outras coisas...
Recebo uma resposta, leio com atenção, me emociono. Parece mesmo que ambas cursamos aquela faculdade apenas porque era vital que nos conhecêssemos, porque viveríamos algo como uma vida incompleta se fosse de outra maneira. Tomamos rumos diferentes, fizemos caminhos que jamais imaginaríamos traçar, modificamos, fomos severamente modificadas, mas o sentimento de amizade recíproca, este não foi de forma alguma adulterado. Ainda conversamos com o desprendimento de quem se conhece a milênios e jamais se afastou, ainda nos preocupamos como a dez anos, ainda temos cá conosco este puto carinho que não se apaga, não muda.
Ligo ao sair do trabalho, cai na caixa postal e penso que provavelmente mudou de número.
Outra tentativa, a outra amiga que atende, mas está ocupada, me liga em seguida. Eu aguardo e quando nos falamos é para por em dia meses de silêncio e respeito com as agendas diferenciadas. Os meninos fazem festa e escuto a risada dos pequenos a seu redor, peço que dê lembranças minhas a outra amiga e ela se responsabiliza do abraço, porque ia mesmo ligar... Segunda tentativa e o telefone é atendido no segundo toque. Eu estava preocupada e sei que tem vezes que tudo que podemos fazer é estar perto e é esta é justamente a dificuldade quando tantos quilômetros nos separam. Conversamos. Não tem ideia do alívio que é ouví-la e perceber que está leve...
Então, ao desligar pela segunda vez o telefone, percebo que é mesmo isso. Bem mais do que saudade, carinho, sorrisos, ser amigo é estar ali quando é preciso, é ouvir e abrir o coração, é respeitar e entender que mudamos, que nossas escolhas nos levam, os caminhos nos conduzem, as diferenças ficam evidentes, as piadas particulares são esquecidas, fica apenas o carinho, a necessidade de falar e ouvir...
Não sabem o bem que me fazem, não sei o que faço por elas, mas são minhas amigas, acostumadas com minha falta de jeito, minha irresponsabilidade, meus palavrões...
São minhas amigas, acostumadas a ter de mim estas palavras por escrito, não porque esperam tê-las, mas porque é minha maneira de dizer que não importa o tempo, a distância, as mudanças serão sempre parte de mim.

beijo, beijo, beijo
Obrigada amigas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Minha vida de acordo com Rita lee

Você é um homem ou mulher: Doce pimenta
Como você se sente: Ovelha negra
Descreva o local onde você vive atualmente: A marca da zorra
Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria?: Minha vida
Sua forma de transporte preferido: Disco voador
Seu(s) melhor(es) amigo(s): Departamento de criação ;)
Você e seu(s) melhor(es) amigo(s) são: Hino dos malucos
Qual é o clima: Pra vc eu digo sim
Hora do dia favorita: Coisas da vida
Se sua vida fosse um programa de TV, do que seria chamado: Agora só falta você
O que é a vida para você: Amor em Branco e Preto
Seu relacionamento: Tapupukitipa (não sei o q significa) :P
Seu medo: Tempo ao tempo
Qual é o melhor conselho que você tem a dar: Tititi
Pensamento do dia: Tudo vira bosta
Meu lema: Ando meio desligado

quarta-feira, 13 de julho de 2011

...

Não é sempre que me sinto assim, mas as vezes a vontade é de dar as costas sem se importar com as pessoas que vai magoar no processo. Vontade de simplesmente sair esquecer de quem depende de ti, de quem espera algo diferente...
Estou tentando melhorar, mas tentar ser melhor, depende um pouco de que as pessoas também sejam melhores para ti. Não dá para segurar as pontas o tempo todo, manter o barco no rumo, se você nem quer ir ao mesmo lugar.
Eu nunca tinha tido dúvidas, mudo de ideia  tempo todo, mas no momento em que tomo uma decisão, aquela passa a ser uma verdade e eu passo a lutar para que se realize. Tenho aprendido a duras penas que nem todos vêem as coisas da mesma maneira e o que eu vivi, não foi o mesmo que as pessoas ao meu redor. Tenho aprendido a ser mais tolerante com o que eu achava intolerável e estou tentando viver com o fato de que nem sempre é bom magoar-se para não magoar os outros. É sério, as vezes eles simplesmente não merecem esta atenção.
Estou tentando me conhecer melhor, entender os medos que trago e as escolhas que fiz. Hoje sei que nem tudo é irreversível, mas que é preciso mais que apenas vontade para seguir em frente.
Tenho aprendido a confiar mais, mas ainda tenho medo.
Aprendido a não ser tão burra, mas ainda cometo os mesmos erros.
Aprendido a olhar o todo de uma situação, mesmo que isso me irrite imensamente.
Exercitar a tolerância é ainda mais difícil quando se vive em um mundo de intolerantes.
Mais duro mesmo é ver que não é o cenário, mas você que está fora de lugar.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

As vezes é mesmo tentador...


Quando você ler esse bilhete
Já estarei na rodoviária
Quem sabe até na alta estrada

Viajei pra um cidade
Chamada solitária
Cansei de ser joguete cacete
Cansei de ser tão maltratada
Cansei de ser joguete cacete
Cansei de ser tão maltratada

Deixei bife e arroz no microondas
Joguei na privada aquela rosa
E a aliança eu deixei pra você pagar as contas
Não levo comigo celular nem a escova
Somente sua lâmina de barbear
E uma desesperança

Chegando lá vou ficar bêbada de querosene
Vou raspar os cabelos até perder a cabeça
Vou cometer haraquiri
Mesmo sabendo que nesse momento você ri.

é...

Não é apenas o que os olhos vêem, nem somente o que o coração sente.
É um pouco de sorriso e canção,
Um pouco de parada e caminho,
Um pouco de amor e carinho.
É um tapa leve do vento,
Uma pancada de chuva no final da tarde,
Um brilho de estrelas em noite de inverno...

É o que é, por assim dizer,
O que ficou no passado,
O que vislumbra o futuro,
O que vivencia o presente.

É uma tarde cansada,
Uma noite virada,
Uma manhã de preguiça,
Um carro velho que enguiça.

É uma página virada,
É outra que não será encontrada,
O livro todo na estrada,
Retrato de vida apagada.

É desenho com giz na calçada,
Sentir sede de madrugada,
O cheiro de terra molhada,
É ressaca depois da balada.

É o que é por assim dizer,
Que foi concebido e não vai nascer.
É vida, morte e porra nenhuma,
É a tristeza de vida vazia.

É?


beijo, beijo, beijo
Gi.



terça-feira, 5 de julho de 2011

Marquei para amanhã

As mudanças de comportamento,
Esquecer o falso argumento,
A limpeza no apartamento,
A palavra: envolvimento,
Rever o velho sentimento,
A lembrança, o filamento,
Deixar de lado o comprometimento,
O início do fingimento,
O poema o apontamento...

Só de boeira hoje ;)

um beijo, uma rima, um sorriso torto.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

quando tudo se mistura

Aqui em meu coração as coisas andam um pouco misturadas nestes dias. Fico tentando encontrar o equilíbrio entre meus picos de euforia e tristeza, acostumando-me com estes momentos de angústia e me deixando libertar nos quinze minutos de alegria.
Inquieta, já não tenho mais aqueles instantes de concentração de que dispunha em outro tempo. Dizem que as coisas pioram antes de melhorar e coloco ali minha esperança.
Onde foi minha calma? Que terá acontecido com a paz de que um dia desfrutei?
Imaginei que nas férias as coisas tomariam seu lugar, mas tenho descoberto que era apenas ilusão.
Iludi-me como criança pequena que acredita, mesmo contra todas as possibilidades, que Papai Noel existe e que coelhos, apenas na páscoa, colocam ovos de chocolate.
Já não sei mais se me encontro em sonho ou realidade, se vivo ou apenas me obrigo a sobreviver. Passam-se os dias... Tão rápido, tão demasiadamente lerdos. E eu, este poço de antagonismos, este ser de inconstâncias e indecisões. Eu, que deveria ter encontrado a resposta, que deveria ter explicação para todas estas coisas, que deveria saber definir e descrever. Eu que continuo a caminhar de olhos fechados, que me recuso a ver o que está por perto, que fujo da permanência, que evito laços e promessas... Eu que já não reconheço o reflexo no espelho que sorrio frio para não congelar, que aqueço o coração com o veneno da saudade porque não quero alimentar outro sentimento que acabarei por perder.

Eu guardo tranqueiras tentando guardar momentos, seguro lágrimas porque já perdi demais, amarro as palavras para que não me escapem.

Um beijo, uma lágrima, um suspiro.
Gi.

domingo, 26 de junho de 2011

falta.

Textos sobre amizade sempre mexem comigo. Divido meus pensamentos entre os amigos que perdi e aprendi a esquecer, os amigos que mesmo que tentasse jamais esqueceria, os amigos que estão por perto, aqueles que eu não vejo faz um tempo... Estas pessoas que roubaram espaços, tomaram posse, assentaram e jamais serão realocadas. Estas pessoas que vivem em meus pensamentos, seguram meus piores momentos, tem os melhores abraços, as palavras perfeitas...

Apenas sinto falta.

beijo, beijo, beijo

domingo, 12 de junho de 2011

Novas molduras...

Cá estou eu de novas molduras...
Trocando as bordas e mantendo as lentes,
Assumindo todo o meu nerdismo,
Eu que já sou as letras, os filmes e os tênis, agora também sou os óculos...
De verdade que este tem bem mais a minha cara...

duas lentes, um meio sorriso,
Gi

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Hoje é um dia daqueles

Não parecia ser, mas se tornou. Hoje é um dia daqueles...
Dia de reavaliar o que tenho feito e pensar sobre os passos seguintes.
De pesar as decisões tomadas e extrapolar isso em futuro para descobrir em que ponto vou chegar.
É dia de pensar, e mesmo que eu me esqueça amanhã, das decisões tomadas, ainda assim fica a lembrança de que já parei para pensar sobre isso.
O futuro é no próximo segundo e tenho vivido meus segundos como se fossem um só, quando na verdade são distintos mesmo que interligados.
Quero muito, eu realmente preciso continuar a caminhada e para isso é preciso decidir o melhor caminho...

Algum conselho?

beijo, beijo, beijo
Gi.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

manumitir...

Escolho a palavra ao acaso, porque gosto do exercício...
Seu significado parece ler meu desejo de liberdade, meus anseios em voltar a ser.
Manumitir... Dar alforria, libertar...
As paredes ao meu redor se fecham, se encolhe o espaço em que transito.
Me deixei levar, me coloquei silenciosa em uma posição que algumas vezes não posso aguentar.
Sinto-me rebelde e fraca, cansada, mas com vontade de lutar.
Não contra as paredes ao meu redor, mas contra esta minha permanência calada.
Minha rebeldia é contra meu próprio eu que fechou as portas, meu eu que é prisioneiro e carrasco, que tem se cansado de vigiar, se cansado de continuar na mesma posição.
Quando o sol se põe e minhas energias se esgotam encontro-me com os punhos marcados, as paredes brancas ao meu redor trazem as marcas de murros ensanguentados...
Manumitir...
Tem sido minha palavra, mesmo sem eu saber de sua existência...

um beijo, um murro, um grito no escuro

sábado, 28 de maio de 2011

Só porque tenho saudade...

Um e-mail que recebi no início da semana e por falta de tempo ficou sem ler.
Hoje, decidida a colocar tudo em dia, me posto frente ao computador e apenas o endereço já me emociona, o texto confesso, é bonito, mas não tanto quanto a história que existe por trás.
Já falei aqui e repito, morro de saudade das minhas amigas.
Sinto falta das caronas apertadas,
 E dos sorrisos...

Saudade das viagens para visitas técnicas,





Saudade de quando não queríamos fazer nada, apenas estar



Saudade de tirar fotografia de qualquer movimento, suspiro ou sorriso,

Saudade de fazer os piores trabalhos, nas melhores companhias...



Saudade de ser mais que eu aqui e vocês lá e sermos todas juntas,
Saudade de sentar na cantina ao final da tarde e resolver palavras cruzadas,
De matar aula para assistir o jogo de volei na casa da Déia,
De sentar no fundo do ônibus e rir com cada solavanco,
De almoçar junto e comer sagu de vinho,
De fazer planos para meu vestido de formatura... (rosa, de laço no lado e um girassol imenso... Devo ter tido pesadelos com isso).
Vendo as imagens que guardei da gente, penso que meu coração de alguma forma tinha esta triste certeza de que não estaríamos sempre perto, mas que estando distantes não ficaríamos jamais sozinhas.
Reservo o dia de hoje para me orgulhar de tê-las ao meu lado e sentir saudade de quando dividíamos nossos dias...
Admito que enquanto vocês contavam os dias para que tudo terminasse, eu me preocupava por que não mais as teria por perto...
Saudade amigas, uma puta saudade!

Déia, Jaque e Andy 
Minhas amigas que me ensinaram que é possível estar longe, sem se afastar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Preciso voltar a ouvir...

Ouço cá uma música tocada por pássaros...
E digo tocada porque é mesmo assim, pássaros que sentaram nos fios e deram as notas, um homem que colocou no piano, uma orquestra que a tocou lindamente... Acabei de ouvir uma música tocada por pássaros...

Já curti música clássica, me sentia inteligente, me fazia querer escrever.
E hoje, quando travo batalhas contra a falta de criatividade e vontade me vem a cabeça que me falta a música.
Eu gosto de rock, gosto de pop, gosto de bossa e gosto de mpb. Não gosto de funk, não gosto de sertanejo universitário e de forma alguma gosto de pagode. Nada contra, apenas não é minha praia...
Me falta a voz da Joana, o som gostoso do pato fu, me falta a habilidade de voltar a ouvir.
Foi-se a música e levou com ela a poesia, metade de mim se foi porque já não me lembro mais como fazer...
O que é um contador que não sabe contar? Onde esconde-se o brilho dos olhos de quem já não lembra mais como desenvolver sua arte que é também sua maior paixão?
Cansada de procurar minha arte, em minha cabeça, passo a buscá-la na música que toca meu coração.

um abraço, uma nota, uma canção,
Gi.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sobre o que não se vê

O garoto tinha cabelos moicanos a garota tinha corte joãozinho.
Em seus corações a pureza de quem não liga para o que os outros pensam, quem não se importa com o que os outros estão fazendo.
As vezes é tão difícil ser você mesmo, não dar ouvidos aos comentários maliciosos e ignorar o que se fala ao seu redor.
O garoto não esperava ser lindo, queria apenas ser ele mesmo...
A garota não queria ser deslumbrante, apenas diferente.
Porque existe beleza no exótico, porque se olhava no espelho e gostava do que via, porque não devia satisfação a mais ninguém.
Quem foi que disse que o correto é o que a massa segue?
Quem acredita que é menos bandido o cara que usa colarinho branco?
Quem garante que o herói do dia não é o cara todo tatuado que espera o ônibus ao seu lado?
Quem disse que é preciso usar claras cores para ser um anjo?
É cansativo ter de explicar as mudanças,
Dar satisfação sobre cada novo caminho...
Enfadonho pensar que queiram saber mais quem aparento ser do que quem sou...
Estou cansada destes rótulos que damos, as tribos que inventamos, as marcas que veneramos...
Estou mesmo de saco cheio de viver cercada de comentaristas que apenas observam a vida dos outros quando deveriam dedicar seu tempo em viver a sua...

um beijo, dois arranhões...
Gi.

Ps.: Que se manifeste aquele que não atirou pedras...

domingo, 15 de maio de 2011


Apenas continue caminhando e espere que ao atravessar os dias de chuva, possa vislumbrar os raios de sol.
E se isso não está fazendo sentido, acredite eu não ligo para as rimas perfeitas, apenas para a poesia...

beijo, beijo, beijo...
Gi.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Em busca...

E cá estou eu em busca de mim mesma...
Nem espero o tempo passar, nem me vejo indo embora com ele.
Me procuro entre os livros que li, os programas que vi, as músicas que escutei...
Eu que sou um pouco de genética e muito de jornada,
Que não me pareço quando desapareço,
Que perdi a estrada e me perco em caminhos.

Eu que deixei de olhar para o lado e procuro olhar para dentro,
Que tento entender o que não compreendo,
Que quero descobrir o que estão me escondendo...

beijo, beijo, beijo,
Gi.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sobre uma semana atípica...

Estou elétrica!
Desde o início da semana, sem dinheiro e com uma alegria que não sei de onde vem...
Pode bem ser do trabalho,
Pode ser das coisas que tenho visto,
Pode ser do que espero encontrar...

E admito, minha eletricidade é incômoda, principalmente para quem está por perto...
Eu mesmo me incomodo com ela, porque depois de meses vivendo num limbo criativo parece que floresceu...
Então eu fiz um texto em 30min. e foi aprovado,
Então me empolguei com uma pesquisa pra faculdade e viajei...
Então voltei a escrever o que não escrevia...
Então tive idéias para um clipe...
Então coloquei mais de cinco linhas neste blog...

Estou elétrica e meu único medo é que esta eletricidade toda acabe me queimando...
Hoje é sexta-feira e eu ainda estou elétrica...

beijo, beijo, beijo
Gi.

terça-feira, 3 de maio de 2011

“Se eu lhe salvasse, toda minha existência em um dado momento seria esquecida, se deixasse que lhe fizessem mal, teria que sofrer com a lembrança por toda a eternidade”.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Tenho andado correndo?

Já não me lembro muito bem o que tenho feito, o que ainda tenho por fazer...
Quando entrego um trabalho respiro aliviada por dois segundos antes de lembrar do que ainda tem de ser feito.
É estranho que mesmo adorando o que faço, e o curso que estudo, ainda deseje, vez ou outra, esquecer.
Eu estou cansada.
É a explicação mais plausível... a unica que encontro.
Mas uma réstia de luz me anima e a perspectiva de abrir a janela me enche de esperança.
Então continuo trabalhando, estudando... Se tudo der certo, logo salto a janela e respiro longamente ar puro para voltar a amar o que faço.

beijo, beijo, beijo...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

modificando????

Alguns dizem que mudei, e assumo, tenho mudado...
Mas as vezes, nas mudanças, perdemos quem éramos sem chegar ao que desejamos ser...
Ficamos no limbo transitório tentando descobrir se somos anjos ou demônios, se ainda gostamos de antigos desenhos, se as miniaturas na janela ainda revelam quem somos, se um passeio de bicicleta ao final da tarde é o que desejamos, se realmente gostamos de comida chinesa.
Já disse que a irresponsabilidade me tenta e que as vezes gostaria de ter a coragem de ignorar as expectativas e isso não é apenas uma frase de efeito.
Queria mesmo esquecer todos os "se" e simplesmente fazer, esquecer o que dizem e me deixar ser irresponsável, me deixar levar por um grupo de amigos, comprar passagens para um lugar distante, dar preocupações a quem tem me mantido preocupada e fazer todas as coisas que não tive coragem...
Avaliando friamente?
Acho que não mudei tanto assim...
Mas ainda não desisti...

Um beijo, um caminho, duas doses de veneno.
Gi.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Viagem...



Se encheu de prozac como se pudesse aplacar a bulimia que ela nem sabia se realmente existia.
Sua mãe tinha as faces pintadas de rosa, mas era o lápis preto ao redor de seus olhos azuis de menina que incomodavam o mundo.
Estranhava o nome que as pessoas dão as coisas. Coisas que nunca experimentaram mas que fingem conhecer, pretendem se fazer acreditar que têm intimidade.
Quantos apologistas a movimentos não conhecem sua causa? Quantos vegetarianos realmente acreditam no que fazem, quantos foram fisgados pela moda verde?
Ela mesma se deixou levar pela moda do preto e pintou os belos cachos dourados...
Era mesmo necessário que fosse julgada, rotulada e colocada de lado?
Colocou os óculos escuros para ocultar o vermelho da viajem, fechou a jaqueta para se livrar do frio.
Seu quarto que já havia apresentado brancas paredes nuas estava repleto de fotos de pessoas e lugares que ela pensava conhecer. Seus antigos amigos pregavam-lhe peças e sorriam em fotografias amareladas. Onde mesmo fora parar a máquina infantil e analógica que ganhara do pai em seus oito anos?
Lembrava-se de que era amarela, o protetor da lente formava a cara de um cãozinho que agora brincava pelo quarto. Porque jamais lhe deixaram ter um bichano como aquele? Sua mãe lhe dizia que davam trabalho, mas deixava que fosse com a empregada até o zoológico municipal ver os macacos e tigres que eram malcheirosos, mas lhe faziam sorrir.
O pai lhe levava à praia nos fins de semana... Onde ele estaria naquele momento? Seu último postal era de Paris, mas com aqueles dois era impossível saber. Uma segunda lua-de-mel para apagar as brigas e traições, dinheiro direcionado aos bolsos de alguma secretária, amassos com o jardineiro na garagem. Os dois eram patéticos, mas faziam terapia. O terapeuta lhes arrancava os olhos, mas sentavam lado-à-lado uma vez por semana, dinheiro bem gasto...
Fechou os olhos quando o cãozinho aproximou-se de seu rosto, mas não sentiu o áspero toque da língua. Perfeito sua mãe diria que estava dopada, mas ela sabia o quão chapada realmente se sentia.
Fodam-se as convenções da sociedade, fodam-se os terninhos rosados, os cartões sem limite, a cama de dossel na qual estava sentada. Fodam-se os que acreditam e os que simplemente ignoram...
Fechou os olhos tomada pela paz que o remédio lhe dava. Quando a manhã chegasse a velha empregada lhe traria um copo de achocolatado e lhe faria um carinho para recebê-la daquela estranha viagem.