Mostrando postagens com marcador Infância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Infância. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de novembro de 2011
Sobre a infância
Se fechar os olhos ainda posso estar lá, ainda posso sentir os perfumes, ver os brinquedos, refazer os trajetos.
Nem todos tem a sorte, nem todos tiveram uma infância assim, digna de lembranças, responsável por sorrisos.
Eu, se fechar os olhos, ainda posso voltar lá. Posso correr de "monza" ao redor da casa, posso ser uma heroína e escalar a porta do quarto, posso jogar bola com a parede e inventar o enredo de um jogo perfeito, posso ser qualquer coisa e estar em todos os lugares que minha infante imaginação desejar.
Eu pulei amarelinha na rua, andei e cai de bicicleta (tantas vezes!), eu brinquei de táxi no fusca do meu avô, e cuspi sementes de ariticum para fora da janela. fiz corrida de carrinho de rolimã, acampei no quintal de casa e comi laranja colhida do pé. Eu brincava com bonequinhas de papel, desenhei, pintei e recortei. Eu li gibis deitada no tapete da sala, li livros na varanda, e subi na estante para pegar o que não estava ao meu alcance. Minha mãe me deu "uma história por dia" de presente de aniversário e o "banco imobiliário" no dia das crianças. Ganhei bola, boneca, bicicleta, ludo e xadrez. Fiz meu pai me ensinar a jogar betes e desenhei a casa da barbie com giz na garagem de casa.
Eu fiz, imaginei, brinquei e sonhei.
Eu fui tudo e eu tive tudo que era preciso.
Tive sorriso, gargalhada e choro.
Tive colo de mãe, atenção do meu pai e irmãs para deixar o bolo mais divertido.
Tive uma infância que os menos afortunados não sonham, que os mais afortunados não alcançam.
Tive no tempo certo e na medida certa. Tive enquanto era preciso, enquanto foi desejado...
E neste tempo eu vivi a maior felicidade existente, experimentei as maiores alegrias.
E mesmo que as coisas tenham mudado pra mim, ainda assim, existe este tempo, onde tudo era perfeito, onde as coisas estavam em seus devidos lugares, onde eu estava segura e plenamente feliz.
E quando lembro deste tempo sorriso e lágrimas se misturam ao pensar no que não foi mencionado, ao lembrar do chá com leite, do requeijão com mel. Saudade de ti vozinha, sinto sempre saudade de ti.
beijo, beijo, beijo
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Eu e meu mundo cheio de fantasia
Tem vezes que sinto-me como criança,
Não, não acontece vez ou outra, não fica restrito aos dias como o de hoje.
Se revela nos livros que leio, nas histórias que imagino, nos filmes que me levam daqui.
Minha alma infante tem asas nos pés e eu me vejo a voar.
Então me apaixono por personagens como Peter Pan e Aramis e fico a pensar na risada infantil, na beleza da coreografia de espadas, na poesia dos diálogos escritos de forma tão perfeita.
É poesia... Mas também é sonho, fantasia inocente de criança apaixonada por livros e palavras...
Tem tempos que sinto-me como criança,
Neste tempo me pego a sonhar com aventuras...
Eu realmente amo estes sonhos...
E tudo bem, o filme não é exatamente fiel ao livro, mas ainda assim Adorei! Foi um ótimo programa para agradar a esta criança crescida.
Um por todos,
Todos por um!!
Não, não acontece vez ou outra, não fica restrito aos dias como o de hoje.
Se revela nos livros que leio, nas histórias que imagino, nos filmes que me levam daqui.
Minha alma infante tem asas nos pés e eu me vejo a voar.
Então me apaixono por personagens como Peter Pan e Aramis e fico a pensar na risada infantil, na beleza da coreografia de espadas, na poesia dos diálogos escritos de forma tão perfeita.
É poesia... Mas também é sonho, fantasia inocente de criança apaixonada por livros e palavras...
Tem tempos que sinto-me como criança,
Neste tempo me pego a sonhar com aventuras...
Eu realmente amo estes sonhos...
E tudo bem, o filme não é exatamente fiel ao livro, mas ainda assim Adorei! Foi um ótimo programa para agradar a esta criança crescida.
Um por todos,
Todos por um!!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
As coisas que deixamos de ver
Caminhei como faço quase todos os dias em direção ao trabalho.
Se ainda fosse pequena me encantaria com os enfeites nas ruas e abriria a boca assustada com papais noeis, luzinhas e decoração algumas vezes exagerada.
Meu pensamento vagou inútil até a lembrança de um twitt que li no final de semana. "levar as crianças para ver as luzes no centro". Lembrei de quando era pequena e meus pais me levavam para ver o presépio em frente a prefeitura. Era algo tão simples e tão impressionante, tão maravilhoso de se fazer quando se tem oito anos e pode-se andar de mãos dadas com as duas pessoas mais importantes de nossas vidas...
Hoje os sentimentos se modificaram, perdi a inocência infantil, deixei de ver com encantamento, meus olhos acostumaram-se e já não se deslumbram mais...
É uma pena perceber que deixamos de ver...
beijo, beijo, beijo
Gi.
Se ainda fosse pequena me encantaria com os enfeites nas ruas e abriria a boca assustada com papais noeis, luzinhas e decoração algumas vezes exagerada.
Meu pensamento vagou inútil até a lembrança de um twitt que li no final de semana. "levar as crianças para ver as luzes no centro". Lembrei de quando era pequena e meus pais me levavam para ver o presépio em frente a prefeitura. Era algo tão simples e tão impressionante, tão maravilhoso de se fazer quando se tem oito anos e pode-se andar de mãos dadas com as duas pessoas mais importantes de nossas vidas...
Hoje os sentimentos se modificaram, perdi a inocência infantil, deixei de ver com encantamento, meus olhos acostumaram-se e já não se deslumbram mais...
É uma pena perceber que deixamos de ver...
beijo, beijo, beijo
Gi.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Sobre a infância

Hoje meu avô me enviou por e-mail, junto com outra foto de minha priminha, a fotografia acima onde somos eu (a garotinha loira) com minha irmã mais velha (garota maior) e meu tio (o japinha).
Ao ver a imagem, fui dominada por uma corrente de emoções e lembranças daquela época, das coisas que costumávamos fazer. Não que eu e minha irmã tenhamos sido grandes companheiras, infelizmente não foi assim, mas eu e meu tio? Bem éramos com certeza um grande time! Brincávamos tanto e por tanto tempo! Era como se o tempo que tínhamos juntos fosse sempre pouco e mesmo quando de noite nas férias, eu chorava de saudade da minha mãe na manhã seguinte tinha meu pequeno companheiro para brincar e esquecer.
Juntos nós brincamos de montar com joguinhos no chão da sala, corremos em volta de casa com um velho carrinho ou skate, brincamos de barbie e lhe fizemos roupas na máquina da minha avó enquanto ela dormia. Nós jogamos futebol, basquete, volei e qualquer outra coisa que tivéssemos vontade. Andamos com patins in line, bicicleta, bote e fusca. Crescemos brincando e nos divertindo muito, as brincadeiras mudaram e evoluiram conosco até um ponto em que já não brincávamos mais.
Nós mudamos muito com o passar do tempo. Tanto que teve uma época em que fiquei meses e meses sem vê-lo e até me acostumei com isso. Eu tinha meus compromissos com a faculdade, ele tinha suas coisas também.
Acho que é o tipo de distanciamento natural que a família impede que seja completo e tenho mesmo que agradecer por ser assim. Não é como se tivéssemos voltado a mesma amizade de 15 ou 20 anos atrás, mas somos amigos e o que vivemos como a dupla: Jijico e Gigica vai ficar para sempre guardado comigo em um cantinho especial do meu coração.
Meu tio hoje é um "homem de família" está um pouco mais sério, mas quando a família está reunida, em dias de festas ainda é possível encontrar o moleque brincando com os sobrinhos mais novos e fazendo todos rirem. Ele tem uma esposa, tia Aline, uma pessoa querida e engraçada que não entrou apenas para a família, mas para os nossos corações também.
Quando o vejo assim, feliz ao lado da pessoa que ele ama, penso em tudo que passou e percebo que mesmo que nosso caminho não seja o esperado pelos nossos pais o que importa é o fim e que ele seja realmente feliz.
Bem, acho que é isso. Hoje dividi com vocês um pouco da minha infância e lhes apresentei aquele que foi por um longo tempo, e quem sabe ainda o seja, o meu melhor e mais fiel amigo.
Ao "tio" Jean deixo meu carinho e sincero agradecimento por ter feito parte de uma infância verdadeiramente feliz.
beijo, beijo, beijo,
Gi.
Ps.: Se chegarem a ler, quero lembrar ao casal que ainda esperamos pela visita ao apê.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A máquina
Eu tinha mais ou menos 8 anos e minha mãe a comprou.
Símbolo da sofisticação no final da década de oiteinta.
A máquina Olivetti em sua capa cinza, a sensação do momento.
Perdi a conta do número de trabalhos que desenvolvi nela.
Catando as letras com uma determinação ferrada.
Minha letra era horrível, mas as dela perfeitamente desenhadas.
A máquina Olivetti cinza em sua maleta de mesma cor...
Saudades do som das teclas, do corretivo, da portabilidade, do enroscar de fita...
Saudades de ser uma criança preocupada com a estética e o status de um trabalho batido à maquina.
Saudades...
beijo, beijo, beijo...
Gi.
Símbolo da sofisticação no final da década de oiteinta.
A máquina Olivetti em sua capa cinza, a sensação do momento.
Perdi a conta do número de trabalhos que desenvolvi nela.
Catando as letras com uma determinação ferrada.
Minha letra era horrível, mas as dela perfeitamente desenhadas.
A máquina Olivetti cinza em sua maleta de mesma cor...
Saudades do som das teclas, do corretivo, da portabilidade, do enroscar de fita...
Saudades de ser uma criança preocupada com a estética e o status de um trabalho batido à maquina.
Saudades...
beijo, beijo, beijo...
Gi.
Assinar:
Postagens (Atom)
