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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Devasso ou zabaneiro?



Estava no dicionário. Zabaneiro: Depravado, devasso...
E eu penso cá comigo que existe uma certa sensualidade na devassidão, no depravado... Me vem a cabeça palavras maliciosas sussurradas ao ouvido... Um olhar libertino, ausência de inocência, mãos e toques...
Que seja devasso também "moralmente vergonhoso" porque há vezes que não consigo ver a moral que se perde na saudade de bons costumes que já não temos mais...
Então a palavra perde um pouco seu sentido e devasso é apenas atrativo, lascivo...
"Zabaneiro" fica de canto, como um convidado indesejado que não se mistura ao resto da festa. Zabaneiro é arruaceiro, não tem bom gosto, é um ogro que pensa ser engraçado, é a piada chula, sem graça.
Zabaneiro fica espreitando a rua enquanto o devasso fica no interior e seduz com sorrisos cheios de calor...
Zabaneiro?
Bem, ele tem gosto ruim enquanto o devasso é cheio de sabor...

beijo, beijo, beijo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

manumitir...

Escolho a palavra ao acaso, porque gosto do exercício...
Seu significado parece ler meu desejo de liberdade, meus anseios em voltar a ser.
Manumitir... Dar alforria, libertar...
As paredes ao meu redor se fecham, se encolhe o espaço em que transito.
Me deixei levar, me coloquei silenciosa em uma posição que algumas vezes não posso aguentar.
Sinto-me rebelde e fraca, cansada, mas com vontade de lutar.
Não contra as paredes ao meu redor, mas contra esta minha permanência calada.
Minha rebeldia é contra meu próprio eu que fechou as portas, meu eu que é prisioneiro e carrasco, que tem se cansado de vigiar, se cansado de continuar na mesma posição.
Quando o sol se põe e minhas energias se esgotam encontro-me com os punhos marcados, as paredes brancas ao meu redor trazem as marcas de murros ensanguentados...
Manumitir...
Tem sido minha palavra, mesmo sem eu saber de sua existência...

um beijo, um murro, um grito no escuro

segunda-feira, 21 de março de 2011

perdido

Olhando ao redor procuro um bom motivo para escrever.
Não sei se me faltam palavras, se foi o sentimento que se distanciou, ou apenas eu que cansei de mim.
Os intervalos se tornam cada vez mais longos, grande é a demora em ter vontade de colocar palavras.

O que acontece em meu ser para que as palavras tenham me abandonado?

beijo, beijo, beijo...
Gi.

Se eu dizer que acredito em fadas (e meu ser infantil ainda acredita), será que uma delas devolve-me o que parece estar perdido?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A palavra de hoje é: galgo.

Passo todos os dias na página que também é meu dicionário. Lá busco por palavras para substituir palavras, ou apenas uma que melhor se encaixe ao que vive em minha cabeça.
Chama-me atenção o galgo no canto da página, em sua caixa própria.
O texto é tão galgo quanto seu significado, galgo, magro, esguio...
Meus pensamentos, não tão esguios quanto os significados que leio, viajam... Me acompanham no trecho de caminho por onde caminho.
Em minha própria caixa ainda vaga a palavra de ontem: fíbula... Como se eu fosse capaz de lembrar dela amanhã... O galgo também se perderá magro em meio a tantos outros gordos pensamentos...
Amanhã... Quando eu voltar àquela página e no canto a caixa puxar meus olhos, outra palavra irá surgir, outra palavra irá acompanhar meu caminho, outra palavra me fará pensar no que escrever...

beijo, beijo, beijo
Gi.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Palavras...

É interessante como nos desnudamos nestes sítios, como nos despimos em palavras, como escrevemos aqui coisas que os lábios muitas vezes não tem coragem de dizer.
Me revelo nestas linhas, me reinvento em versos e deixo que o coração guie os dedos sobr o teclado.
Faço amizade com quem jamais vi o rosto e me apaixono pela habilidade poética, ou pelas histórias que contam.
Eu e minha particular relação com as palavras, me identifico com os iguais a mim, conheço suas camadas profundas e lhes revelo as minhas sem nunca termos trocado um olá.
Me prendo neste mundinho, me embolo na rede e me maravilho com os lugares onde posso estar. Faço planos de pisar em alguns deles...

beijo, beijo, beijo...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Palavras

Minhas palavras são marcos,
Marcam na história o que já vivi.
Pistas de um sentimento passado,
Relatos de um tempo que já se foi.
Minhas palavras são minhas pegadas,
As arcas que deixo no mundo,
Algumas tristes, outras alegres,
E outras,
Apenas são palavras.

beijo, beijo, beijo