Escreveu no Homoliteratus e eu que andava sem inspiração fui despertada.
A Tai tem bem este dom de me fazer querer ler, consumir livros que antes nem tinha ouvido falar.
E admito, tenho tido pouca vontade de ler... Deve ser uma fase... Eu espero que seja... Ou é o maldito livro, que apesar de bom, eu não consigo me livrar... Pesa sobre minha cabeça e arrasta-se...
Mas não era este meu plano, quero falar de poesia, do que nela me encanta, dos putos sentimentos, da deliciosa euforia... Da poesia de ritmo quente e rápido, que parece pular peito afora desvendando segredos, revelando desejos. Poesia debochada, desvairada e louca em que a língua parece uma chibata pronta para executar, mas também é a seda suave que irá cobrir a pele machucada. Gosto da poesia a ser declamada na tranquilidade de um belo amanhecer, a poesia a ser despejada por lábios bêbados de álcool e calor, poesia a ser dita aos pedaços por amigos que buscam dar consolo, poesia a ser sussurrada no ouvido para realçar o romance.
Gosto de poesia dura, pura, poesia descarada ou puritana, poesia que seja bela, mesmo quando beire o vulgar. Poesia pra mim tem de ter ritmo. Forte ou suave, calmo ou arrebatador...
Não é necessário que seja métrica e profunda, mas que traga consigo o prazer de me fazer sentir.
Que seja lágrima,
Que seja o riso sereno,
Que seja paixão,
Que seja de alguma forma, poesia.
Uma batida,
Duas,
Três pancadas de um coração desperto.
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
...
Eu me apaixono por palavras... E ao me deixar levar por elas assim, de uma maneira quase insana, me apaixono também pelos responsáveis por alinhá-las, pelos que desvendam almas e lêem corações.
Eu me apaixono por palavras. Pela palavra escrita, pela palavra dita. Me encanto, me levanto e sigo. Com o coração um pouco apertado de paixão, estraçalhado de desejo...
Eu me apaixono por palavras... E por vezes sinto a necessidade de lhe fazer uma declaração de amor, é quando começo a escrever...
ps.: Não título, porque sou um tanto relutante em titular um sentimento...
bjos :)
Eu me apaixono por palavras. Pela palavra escrita, pela palavra dita. Me encanto, me levanto e sigo. Com o coração um pouco apertado de paixão, estraçalhado de desejo...
Eu me apaixono por palavras... E por vezes sinto a necessidade de lhe fazer uma declaração de amor, é quando começo a escrever...
ps.: Não título, porque sou um tanto relutante em titular um sentimento...
bjos :)
domingo, 4 de dezembro de 2011
Sobre poesia
Vou escrever sobre poesia, e farei isso como que ouve uma música, quem aprecia um espetáculo de dança. Vou escrever pensando nas belas coisas da vida. Não apenas nos casais apaixonados, mas nas pessoas de vida simples que tiram do suor e da terra o sustento de sua família.
Quero a poesia de um dia duro coroado por uma taça de vinho, ou até mesmo um copo de plástico se só assim for possível. A poesia de sair com os amigos na noite de sexta e acordar no sábado de cabeça dolorida e coração aliviado por ter feito mais por mim naquelas horas de riso do que no tempo trancada na sala de trabalho.
Quero a poesia do colo materno, a poesia do olhar materno, aquele guardado na memória como a tatuagem perfeita, aquele ao qual me apego quando nada tenho, ou quando algo me sobra, quando me sobra a saudade.
Quero a poesia existente na solidão, a poesia da exaustão, a poesia da paixão do tesão e da febre, quero a poesia de um livro aberto no parque, do sol que toca a distância. A poesia de andar de bicicleta, a poesia que nos rouba o tempo e nos faz olhar ao lado.
Quero a poesia das pequenas histórias, dos contos antigos, dos tempos modernos, do vento noturno e da chuva que nos acorda de madrugada. Quero a poesia que está em todos os lados, que nos persegue em uma caminhada, que nos desperta em um beijo.
Sim vou falar de poesia, a poesia do olhar do poeta que timidamente se esconde dos refletores e escreve com a tinta o que carrega no coração.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
dois mundos...
Era para ter se tornado cientista... E por Deus, provavelmente seria...
Mas a mãe, preocupada e zelosa, apresentou à menina as artes, a poesia e a literatura...
Foi desta forma que seu mundo se dividiu... Ficou ali entre o pensamento lógico e a inconstância das palavras;
Entre o que é certo e o que pode ser criado, entre o que é explicado e o que é sentido.
Ficou ali entre o que deve ser descoberto e o que pode ser apenas inventado...
E sim, existem dias em que é um pouco mais pensativa, em que busca respostas... Em que pensa na física das coisas... Mas na maior parte do tempo? Bem, a maior parte do tempo ela é apenas palavras e sonhos, criando mundos onde tudo pode ser explicado com uma nova e nenhum pouco científica teoria.
Vive sim entre dois mundos, mas somente sendo assim, para continuar viva em qualquer um deles...
beijo, beijo, beijo
Mas a mãe, preocupada e zelosa, apresentou à menina as artes, a poesia e a literatura...
Foi desta forma que seu mundo se dividiu... Ficou ali entre o pensamento lógico e a inconstância das palavras;
Entre o que é certo e o que pode ser criado, entre o que é explicado e o que é sentido.
Ficou ali entre o que deve ser descoberto e o que pode ser apenas inventado...
E sim, existem dias em que é um pouco mais pensativa, em que busca respostas... Em que pensa na física das coisas... Mas na maior parte do tempo? Bem, a maior parte do tempo ela é apenas palavras e sonhos, criando mundos onde tudo pode ser explicado com uma nova e nenhum pouco científica teoria.
Vive sim entre dois mundos, mas somente sendo assim, para continuar viva em qualquer um deles...
beijo, beijo, beijo
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Preciso voltar a ouvir...
Ouço cá uma música tocada por pássaros...
E digo tocada porque é mesmo assim, pássaros que sentaram nos fios e deram as notas, um homem que colocou no piano, uma orquestra que a tocou lindamente... Acabei de ouvir uma música tocada por pássaros...
Já curti música clássica, me sentia inteligente, me fazia querer escrever.
E hoje, quando travo batalhas contra a falta de criatividade e vontade me vem a cabeça que me falta a música.
Eu gosto de rock, gosto de pop, gosto de bossa e gosto de mpb. Não gosto de funk, não gosto de sertanejo universitário e de forma alguma gosto de pagode. Nada contra, apenas não é minha praia...
Me falta a voz da Joana, o som gostoso do pato fu, me falta a habilidade de voltar a ouvir.
Foi-se a música e levou com ela a poesia, metade de mim se foi porque já não me lembro mais como fazer...
O que é um contador que não sabe contar? Onde esconde-se o brilho dos olhos de quem já não lembra mais como desenvolver sua arte que é também sua maior paixão?
Cansada de procurar minha arte, em minha cabeça, passo a buscá-la na música que toca meu coração.
um abraço, uma nota, uma canção,
Gi.
E digo tocada porque é mesmo assim, pássaros que sentaram nos fios e deram as notas, um homem que colocou no piano, uma orquestra que a tocou lindamente... Acabei de ouvir uma música tocada por pássaros...
Já curti música clássica, me sentia inteligente, me fazia querer escrever.
E hoje, quando travo batalhas contra a falta de criatividade e vontade me vem a cabeça que me falta a música.
Eu gosto de rock, gosto de pop, gosto de bossa e gosto de mpb. Não gosto de funk, não gosto de sertanejo universitário e de forma alguma gosto de pagode. Nada contra, apenas não é minha praia...
Me falta a voz da Joana, o som gostoso do pato fu, me falta a habilidade de voltar a ouvir.
Foi-se a música e levou com ela a poesia, metade de mim se foi porque já não me lembro mais como fazer...
O que é um contador que não sabe contar? Onde esconde-se o brilho dos olhos de quem já não lembra mais como desenvolver sua arte que é também sua maior paixão?
Cansada de procurar minha arte, em minha cabeça, passo a buscá-la na música que toca meu coração.
um abraço, uma nota, uma canção,
Gi.
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Bem assim...
Bem assim, sem tirar nem por, sem optar em ser diferente...
Diferente?
Um fio de cabelo que cai, uma idéia que se torna obsoleta, uma palavra que deixei de escrever.
Egocêntrica, egoísta...
Tome um trago da minha boa vontade,
Aqueça-se no meu carinho e abandone-me ao amanhecer.
E faça-o sem dó, por que eu sem dó o farei.
beijo, beijo, beijo
Diferente?
Um fio de cabelo que cai, uma idéia que se torna obsoleta, uma palavra que deixei de escrever.
Egocêntrica, egoísta...
Tome um trago da minha boa vontade,
Aqueça-se no meu carinho e abandone-me ao amanhecer.
E faça-o sem dó, por que eu sem dó o farei.
beijo, beijo, beijo
domingo, 26 de dezembro de 2010
Climático...
Sai sem deixar notícias,
Abandonei as frases passadas, esqueci-me das pessoas queridas.
Deixei para trás o passado e caminhei de olhos fechados,
Cheguei a ponto algum a algum o tempo não me levou a outro lugar.
Gosto de me fechar em meu tempo, de deixar meu tempo passar,
Vejo as nuvens que se movimentam no céu, o sol que brilhava dá lugar a água que começa a cair...
A noite chega de maneira impetuosa... forte!
Minha chuva interior...
Meu céu totalmente encoberto...
Minha vida nesta eterna metamorfose...
Abandonei as frases passadas, esqueci-me das pessoas queridas.
Deixei para trás o passado e caminhei de olhos fechados,
Cheguei a ponto algum a algum o tempo não me levou a outro lugar.
Gosto de me fechar em meu tempo, de deixar meu tempo passar,
Vejo as nuvens que se movimentam no céu, o sol que brilhava dá lugar a água que começa a cair...
A noite chega de maneira impetuosa... forte!
Minha chuva interior...
Meu céu totalmente encoberto...
Minha vida nesta eterna metamorfose...
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Existe poesia
Existe poesia na chuva caindo, na luz do poste que ilumina suas gotas.
Existe poesia na lágrima que desce lentamente, poesia nos olhos que as deixam cair.
Existe poesia no banco de praça ao amanhecer, no livro que repousa aberto sobre ele.
Existe poesia nas fotografias em Preto e Branco, poesia nos passos cansados de um ancião, poesia nas festas, poesia na bebedeira, poesia no pranto, no sorriso, no lamento, na canção que toca em meu coração.
Existe poesia na despedida, a poesia triste de quem não será visto novamente.
Poesia no reencontro, mesmo que este não se revele como esperado.
Existe poesia em mãos entrelaçadas, poesia em beijos ardentes, poesia em olhares de cumplicidade.
Existe poesia nas palavras estrangeiras, poesia na promessa, no destino e no talvez.
Existe poesia em chorar na chuva, poesia em olhar a luz do poste iluminar as gotas.
Existe poesia em ler sobre um banco de praça, poesia em esquecer as fotografias sobre ele. Poesia em caminhar cansado depois de uma vida de festa, poesia na ressaca depois da bebedeira, poesia em sorrir ao escutar a canção do coração.
Existe poesia em deixar ir ou não querer ficar, poesia na vontade de retornar, mesmo quando não se sabe o que esperar.
Existe poesia nos olhares que tocam, nos toques que aquecem e nos beijos que nos separam da realidade.
Existe poesia nas linguas estranhas, poesia em talvez cumprir uma promessa.
Existe poesia em ver fotografias na chuva, esquecer delas no parque, ouvir uma canção ardente, dar a mão ao ancião cansado, beijar ardentemente nas despedidas sabendo que não irá retornar.
Existe poesia nos olhos, nos lábios, nos toques...
Existe poesia na saudade, na esperança e no amor.
Existe poesia também na dor.
Um casto beijo na testa do mais velho,
Selinho barulhento no rosto da criança,
... (esqueça os detalhes, use a imaginação).
Gi.
Existe poesia na lágrima que desce lentamente, poesia nos olhos que as deixam cair.
Existe poesia no banco de praça ao amanhecer, no livro que repousa aberto sobre ele.
Existe poesia nas fotografias em Preto e Branco, poesia nos passos cansados de um ancião, poesia nas festas, poesia na bebedeira, poesia no pranto, no sorriso, no lamento, na canção que toca em meu coração.
Existe poesia na despedida, a poesia triste de quem não será visto novamente.
Poesia no reencontro, mesmo que este não se revele como esperado.
Existe poesia em mãos entrelaçadas, poesia em beijos ardentes, poesia em olhares de cumplicidade.
Existe poesia nas palavras estrangeiras, poesia na promessa, no destino e no talvez.
Existe poesia em chorar na chuva, poesia em olhar a luz do poste iluminar as gotas.
Existe poesia em ler sobre um banco de praça, poesia em esquecer as fotografias sobre ele. Poesia em caminhar cansado depois de uma vida de festa, poesia na ressaca depois da bebedeira, poesia em sorrir ao escutar a canção do coração.
Existe poesia em deixar ir ou não querer ficar, poesia na vontade de retornar, mesmo quando não se sabe o que esperar.
Existe poesia nos olhares que tocam, nos toques que aquecem e nos beijos que nos separam da realidade.
Existe poesia nas linguas estranhas, poesia em talvez cumprir uma promessa.
Existe poesia em ver fotografias na chuva, esquecer delas no parque, ouvir uma canção ardente, dar a mão ao ancião cansado, beijar ardentemente nas despedidas sabendo que não irá retornar.
Existe poesia nos olhos, nos lábios, nos toques...
Existe poesia na saudade, na esperança e no amor.
Existe poesia também na dor.
Um casto beijo na testa do mais velho,
Selinho barulhento no rosto da criança,
... (esqueça os detalhes, use a imaginação).
Gi.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Sobre a arte de se emocionar, ou sobre o quem dentro de im se esconde
Eu fui.
Fazia tempo que aquele eu que se esconde em mim precisava alimentar-se então...
Poesia, arte, representação essas coisas que me deixam extasiada... Estas coisas que não consigo explicar.
As palavras em um lindíssimo sotaque português me levaram a lugares que desconheço e a outros por onde passei. É o que gosto no teatro, é que amo na poesia.
Os sentimentos não são comuns, as reações são diversas.
São nestes lugares que mesmo sozinha me sinto parte, que meu coração apaixonado ganha asas e meu corpo cansado parece flutuar.
Os livros, o teatro, os poemas despertam em mim este eu escondido, revelam emoções que minha carapaça tende a esconder expõe um lado meu que tende a manter-se calado.
Foi sozinha e calada que entrei no teatro, sozinha e calada me retirei. Mas existe uma mudança, uma metamorfose que ocorre sempre que deixo estes lugares. Algo sobre o qual não encontro palavras, que realmente não sei explicar.
Em uma tentativa desesperada de me fazer entender: "Alimento este outro eu escondido e sinto-me verdadeiramente saciada".
Beijo, beijo, beijo
Gi.
sábado, 10 de julho de 2010
Quando por ti me apaixonar
Quando fechar meus olhos e teu nome em minha boca se formar...
Quando no tempo perder minhas memórias e teu rosto gentil fixar-se em meu pensamento...
Quando mesmo acordada perder-me em meus sonhos...
Quando a felicidade se misturar com a dor e tornar impossível de ser segregada...
Quando quiser fugir e não conseguir...
Quando ainda que cega continuar a buscar por você...
Quando mesmo distante estar perto de ti...
Quando seu cheiro impregnado em minhas roupas me perseguir...
Quando ao ler um livro tornar você o herói...
Quando mesmo errado eu desculpar seus erros...
Quando com o tempo vier a certeza irrevogável que ele não cura, que a lembrança não se apaga, que para alguns sentimentos não há solução.
Quando a verdade desenhada em meus olhos eu não puder disfarçar...
Quando por ti me apaixonar...
Quando no tempo perder minhas memórias e teu rosto gentil fixar-se em meu pensamento...
Quando mesmo acordada perder-me em meus sonhos...
Quando a felicidade se misturar com a dor e tornar impossível de ser segregada...
Quando quiser fugir e não conseguir...
Quando ainda que cega continuar a buscar por você...
Quando mesmo distante estar perto de ti...
Quando seu cheiro impregnado em minhas roupas me perseguir...
Quando ao ler um livro tornar você o herói...
Quando mesmo errado eu desculpar seus erros...
Quando com o tempo vier a certeza irrevogável que ele não cura, que a lembrança não se apaga, que para alguns sentimentos não há solução.
Quando a verdade desenhada em meus olhos eu não puder disfarçar...
Quando por ti me apaixonar...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Me diz como faz...
Me fala como faz para que amigo, assim deixe de ser;
Como fecha os olhos deixando que se afastem;
Como ter coragem de negar um passado;
Como de uma hora para outra todos os defeitos ficam sob os olofotes.
Me fala, conta pra mim.
Como se perde algo assim?
E só o que peço,
Entåo fala, conta pra mim.
Ainda espero que as coisas se expliquem,
Que o que existe de errado apareça,
Que o que era tido como certo, assim volte a ser...
Ainda espero...
beijo, beijo, beijo
Gi.
Como fecha os olhos deixando que se afastem;
Como ter coragem de negar um passado;
Como de uma hora para outra todos os defeitos ficam sob os olofotes.
Me fala, conta pra mim.
Como se perde algo assim?
E só o que peço,
Entåo fala, conta pra mim.
Ainda espero que as coisas se expliquem,
Que o que existe de errado apareça,
Que o que era tido como certo, assim volte a ser...
Ainda espero...
beijo, beijo, beijo
Gi.
segunda-feira, 15 de março de 2010
A DAMA BRANCA
Eu gosto de poesia. Curto mesmo e não me envergonho. Gostar de poesia não significa que eu entenda de tudo, que saiba os códigos utilizados. Não. Eu apenas me emociono. Manuel Bandeira fez parte da minha vida, mais que Harry Potter ou os Três mosqueteiros houve uma época em que MB era tudo que eu lia. Não me interessa se nesta época eu estava a beira do abismo, despertou em mim o gosto pela escrita, o teatro e a pintura. Me fez de alguma forma melhor. Se desci até o fundo do poço, me ensinou que posso retornar ainda mais forte.
O poema de MB abaixo, emocionou minha mãe várias vezes e está em minha cabeça como um exemplo da dor que se transforma em arte.
Beijo, beijo, beijo
Gi.
A DAMA BRANCA
A Dama Branca que eu encontrei,
Faz tantos anos,
Na minha vida sem lei nem rei,
Sorriu-me em todos os desenganos.
Era sorriso de compaixão?
era sorriso de zombaria?
Não era mofa nem dó. Senão,
Só nas tristezas me sorriria.
E a Dama Branca sorriu também
A cada júbilo interior.
Sorria como querendo bem.
E todavia nçao era amor.
Era desejo? - Credo! de tísicos?
Por histeria... quem sabe lá?
A Dama tinha caprichos físcos:
Era uma estranha vulgívaga.
Era... era o gênio da corrupção.
Tábua de vícios adulterinos.
Tivera amantes: uma porção.
Até mulheres. Até meninos.
Ao pobre amante que lhe queria,
Se lhe furtava sarcástica.
Com uns perjura, com outros fria,
Com outros má,
- A Dama Branca que eu encontrei,
Há tantos anos,
Na minha vida sem lei nem rei,
Sorriu-me em todos os desenganos.
Essa constância de anos a fio,
Sutil, captara-me. E imaginais!
Por uma noite de muito frio,
A Dama Branca levou meu pai.
O poema de MB abaixo, emocionou minha mãe várias vezes e está em minha cabeça como um exemplo da dor que se transforma em arte.
Beijo, beijo, beijo
Gi.
A DAMA BRANCA
A Dama Branca que eu encontrei,
Faz tantos anos,
Na minha vida sem lei nem rei,
Sorriu-me em todos os desenganos.
Era sorriso de compaixão?
era sorriso de zombaria?
Não era mofa nem dó. Senão,
Só nas tristezas me sorriria.
E a Dama Branca sorriu também
A cada júbilo interior.
Sorria como querendo bem.
E todavia nçao era amor.
Era desejo? - Credo! de tísicos?
Por histeria... quem sabe lá?
A Dama tinha caprichos físcos:
Era uma estranha vulgívaga.
Era... era o gênio da corrupção.
Tábua de vícios adulterinos.
Tivera amantes: uma porção.
Até mulheres. Até meninos.
Ao pobre amante que lhe queria,
Se lhe furtava sarcástica.
Com uns perjura, com outros fria,
Com outros má,
- A Dama Branca que eu encontrei,
Há tantos anos,
Na minha vida sem lei nem rei,
Sorriu-me em todos os desenganos.
Essa constância de anos a fio,
Sutil, captara-me. E imaginais!
Por uma noite de muito frio,
A Dama Branca levou meu pai.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Quase
Quase todo dia,quando o dia é quase tudo.
Quase toda hora, quando esta parece voar.
Quase todo o tempo, mesmo que este teime em passar.
Quase todo momento, se o momento não me deixar.
Quase...
beijo, beijo, beijo
Gi
Quase toda hora, quando esta parece voar.
Quase todo o tempo, mesmo que este teime em passar.
Quase todo momento, se o momento não me deixar.
Quase...
beijo, beijo, beijo
Gi
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A noite
A noite lá fora é a promessa de que o dia virá;
O vento sopra suave balançando levemente as folhas das árvores;
Uma mãe acalenta seu filho em uma casa não muito distante;
As crianças dormem cedo, pela manhã tem aula.
Da sacada do nosso apartamento vejo os carros passando,
Vejo luzes se apagando devagar;
Jovens indo ou vindo de suas baladas,
Amanhã é novo dia...
Então que venha a noite!
beijo, beijo, beijo...
O vento sopra suave balançando levemente as folhas das árvores;
Uma mãe acalenta seu filho em uma casa não muito distante;
As crianças dormem cedo, pela manhã tem aula.
Da sacada do nosso apartamento vejo os carros passando,
Vejo luzes se apagando devagar;
Jovens indo ou vindo de suas baladas,
Amanhã é novo dia...
Então que venha a noite!
beijo, beijo, beijo...
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O que dizer...
A alguns segundos apenas,
Um tempo relativamente curto ou imensamente longo...
A alguns segundos apenas,
Eu sabia exatamente o que dizer...
Tinha na mente as frases previamente estudadas,
Cada palavra, cada vígula...
Perdi, um único momento e pronto.
Apagou-se, se foi...
Era uma vez,
Não existe mais...
Quem sabe mais tarde, em um outro instante eu encontre...
Então, até lá...
beijo, beijo, beijo...
Um tempo relativamente curto ou imensamente longo...
A alguns segundos apenas,
Eu sabia exatamente o que dizer...
Tinha na mente as frases previamente estudadas,
Cada palavra, cada vígula...
Perdi, um único momento e pronto.
Apagou-se, se foi...
Era uma vez,
Não existe mais...
Quem sabe mais tarde, em um outro instante eu encontre...
Então, até lá...
beijo, beijo, beijo...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Eu espero
Espero que seja uma fase e passe tão logo me acalme;
Espero que seja rápida e que não deixe vestígios de sua passagem;
Espero que pare de doer,
Espero que o tempo melhore,
Espero que hoje seja melhor que ontem e amanhã melhor do que hoje.
Espero estar errada,
Espero descobrir o erro,
Espero não chorar quando o dia terminar.
Espero não ter mais medo e que a angústia evapore,
Espero descobrir que o buraco não é tão fundo,
Espero que com o novo dia venha uma nova esperança e que ela não se apague quando a noite chegar.
Espero dormir bem,
Espero ser forte,
Espero o abraço,
Espero aprender com a saudade.
Só espero parar de esperar,
Espero o movimento que me mantinha feliz e a felicidade que me mantinha em movimento.
Não espero pelo fim, apenas por um novo começo.
beijo, beijo, beijo...
Espero que seja rápida e que não deixe vestígios de sua passagem;
Espero que pare de doer,
Espero que o tempo melhore,
Espero que hoje seja melhor que ontem e amanhã melhor do que hoje.
Espero estar errada,
Espero descobrir o erro,
Espero não chorar quando o dia terminar.
Espero não ter mais medo e que a angústia evapore,
Espero descobrir que o buraco não é tão fundo,
Espero que com o novo dia venha uma nova esperança e que ela não se apague quando a noite chegar.
Espero dormir bem,
Espero ser forte,
Espero o abraço,
Espero aprender com a saudade.
Só espero parar de esperar,
Espero o movimento que me mantinha feliz e a felicidade que me mantinha em movimento.
Não espero pelo fim, apenas por um novo começo.
beijo, beijo, beijo...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Que me dê tempo
Peço ao tempo que me dê tempo,
Digo a ele que amanheci indisposta, que a noite foi muito curta, que ainda existem coisas para fazer.
As tarefas que tenho, os lugares que devo ir, as missões em que sou indicada.
Peço ao tempo que me dê tempo,
Que o sol perca a hora, que a noite se deixe ficar...
Só mais um tempo...
Um tempo para ficar de bobeira,
Para escrever no meu blog,
Para ver as nuvens passando no céu.
Um tempo para esquecer quem sou e me perder,
Para sorrir sem motivo e contar estrelas,
Para me deixar levar por um impulso.
Peço ao tempo que me dê tempo.
Para entender o que desconheço,
Limpar meus sapatos surrados,
Jogar bola com os amigos...
Peço ao tempo que me dê tempo.
De vomitar os sapos que já engoli,
De esquecer aquilo que me encomoda,
De falar ao mundo que estou farta.
Só peço ao tempo que me dê tempo...
beijo, beijo, beijo...
Digo a ele que amanheci indisposta, que a noite foi muito curta, que ainda existem coisas para fazer.
As tarefas que tenho, os lugares que devo ir, as missões em que sou indicada.
Peço ao tempo que me dê tempo,
Que o sol perca a hora, que a noite se deixe ficar...
Só mais um tempo...
Um tempo para ficar de bobeira,
Para escrever no meu blog,
Para ver as nuvens passando no céu.
Um tempo para esquecer quem sou e me perder,
Para sorrir sem motivo e contar estrelas,
Para me deixar levar por um impulso.
Peço ao tempo que me dê tempo.
Para entender o que desconheço,
Limpar meus sapatos surrados,
Jogar bola com os amigos...
Peço ao tempo que me dê tempo.
De vomitar os sapos que já engoli,
De esquecer aquilo que me encomoda,
De falar ao mundo que estou farta.
Só peço ao tempo que me dê tempo...
beijo, beijo, beijo...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
O que hoje ouvi
Hoje ouvi de minha boca que o trabaho estava ruim,
Ouvi de algumas amigas que ninguém perceberia,
Ouvi das mesmas amigas que ninguém percebeu de verdade.
Ouvi a música do skank no rádio (eu ando ouvindo rádio ultimamente),
Ouvi de minha irmã que tinha trazido um filme emprestado,
Ouvi da Lú que seu colesterol tinha baixado,
Ouvi Maria Rita e Beyoncé, lembrei das minhas dua maninhas...
Ainda vou ouvir que o tempo tá curto,
Que tá faltando material,
Que está na hora das outras equipes...
Então mais tarde, quando tudo for apenas silêncio,
Vou ouvir a balada suave do meu coração...
bejo, beijo, beijo...
Ouvi de algumas amigas que ninguém perceberia,
Ouvi das mesmas amigas que ninguém percebeu de verdade.
Ouvi a música do skank no rádio (eu ando ouvindo rádio ultimamente),
Ouvi de minha irmã que tinha trazido um filme emprestado,
Ouvi da Lú que seu colesterol tinha baixado,
Ouvi Maria Rita e Beyoncé, lembrei das minhas dua maninhas...
Ainda vou ouvir que o tempo tá curto,
Que tá faltando material,
Que está na hora das outras equipes...
Então mais tarde, quando tudo for apenas silêncio,
Vou ouvir a balada suave do meu coração...
bejo, beijo, beijo...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Pode ser sol, ser luar.
Mas em meu corpo cansado,
Seu olhar calado,
Seguindo-me está.
Meus erros são marcas,
Meus sonhos são planos,
Pelos quais vou lutar.
Se estás ao meu lado,
Meu barco ancorado,
Está pronto a zarpar.
Se me encontro sozinha,
Calada na minha,
Seus olhos me lembram
De continuar.
Vou seguindo em frente,
Cansada ou contente,
Sabendo que junto
Comigo estás.
Poeminha escrito em Paraty, sobre o efeito de mar a saudade...
beijo, beijo, beijo
Mas em meu corpo cansado,
Seu olhar calado,
Seguindo-me está.
Meus erros são marcas,
Meus sonhos são planos,
Pelos quais vou lutar.
Se estás ao meu lado,
Meu barco ancorado,
Está pronto a zarpar.
Se me encontro sozinha,
Calada na minha,
Seus olhos me lembram
De continuar.
Vou seguindo em frente,
Cansada ou contente,
Sabendo que junto
Comigo estás.
Poeminha escrito em Paraty, sobre o efeito de mar a saudade...
beijo, beijo, beijo
Assinar:
Postagens (Atom)

