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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Existe poesia

Existe poesia na chuva caindo, na luz do poste que ilumina suas gotas.
Existe poesia na lágrima que desce lentamente, poesia nos olhos que as deixam cair.
Existe poesia no banco de praça ao amanhecer, no livro que repousa aberto sobre ele.
Existe poesia nas fotografias em Preto e Branco, poesia nos passos cansados de um ancião, poesia nas festas, poesia na bebedeira, poesia no pranto, no sorriso, no lamento, na canção que toca em meu coração.
Existe poesia na despedida, a poesia triste de quem não será visto novamente.
Poesia no reencontro, mesmo que este não se revele como esperado.
Existe poesia em mãos entrelaçadas, poesia em beijos ardentes, poesia em olhares de cumplicidade.
Existe poesia nas palavras estrangeiras, poesia na promessa, no destino e no talvez.

Existe poesia em chorar na chuva, poesia em olhar a luz do poste iluminar as gotas.
Existe poesia em ler sobre um banco de praça, poesia em esquecer as fotografias sobre ele. Poesia em caminhar cansado depois de uma vida de festa, poesia na ressaca depois da bebedeira, poesia em sorrir ao escutar a canção do coração.
Existe poesia em deixar ir ou não querer ficar, poesia na vontade de retornar, mesmo quando não se sabe o que esperar.
Existe poesia nos olhares que tocam, nos toques que aquecem e nos beijos que nos separam da realidade.
Existe poesia nas linguas estranhas, poesia em talvez cumprir uma promessa.

Existe poesia em ver fotografias na chuva, esquecer delas no parque, ouvir uma canção ardente, dar a mão ao ancião cansado, beijar ardentemente nas despedidas sabendo que não irá retornar.
Existe poesia nos olhos, nos lábios, nos toques...
Existe poesia na saudade, na esperança e no amor.
Existe poesia também na dor.

Um casto beijo na testa do mais velho,
Selinho barulhento no rosto da criança,
... (esqueça os detalhes, use a imaginação).
Gi.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Orquestra

Nunca tinha ouvido a canção, mas isso não interessava. Os acordes me embalavam e de olhos fechados eu era levada em sonhos.
O ambiente era lindo, a formação encantadora e me senti ser levada para outro tempo, quando a música era feita com mais cuidado, buscando dispertar emoções que não apenas o riso e a malícia.
Observando a orquestra e depois a jazz band tocar, percebi o quão distante estamos da cultura: um passo. Um passo que damos na direção certa, um pequeno esforço que fazemos para vivenciar e aprender algo novo. Não, eu não aprendi a tocar violino, nem sei qual dos instrumentos era o EUPHONIUM, mas escutei belas canções que eu nem sabia existir, e me deleitei em um mundo que está ao alcance da maioria, desde que ela queira chegar.

Beijo, beijo, beijo
Gi.

Obs.: Desculpem pela foto, celular não é o melhor equipamento.