E eu desvio a verdade para não lhe fazer mal.
Eu escondo meus sentimentos, tenho-os tão profundamente enterrados que já não sei mais se um dia serei capaz de recuperá-los.
Compactuo de uma mentira que não acredito, me fecho.
Deus! Tenho estado em pedaços por você e mesmo assim sei que não será o suficiente, nunca é.
Queres sempre mais e eu sinto que já não sou capaz de lhe prover.
Estou cansada e minhas palavras têm sido de desabafo, mesmo que sejam pela metade.
Eu preciso de silêncio,
Eu preciso de paz...
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Eu...
Andei, ainda ando... Meio cansada de olhar para o lado,
De preocupar-me com o que estão sentindo, de deixar meus ombros úmidos com lágrimas alheias.
Ando sentindo-me meio soterrada pelos problemas alheios, reavaliando até aonde deve ir a amizade, o carinho...
Penso que talvez... Bem, apenas talvez, esteja na hora de cuidar mais de mim, de pensar mais em mim...
E é controverso como este pensamento me faz sentir tão egoísta e pobre, mas também faz com que me sinta mais com meu destino nas mãos. Como se deixar de lado o peso pudesse me fazer caminhar com mais disposição.
E não é como se eu estivesse virando as costas as pessoas que amo, apenas quero dar mais valor a quem sou, as coisas que desejo, ao que preciso...
As coisas estão mudando e quem sabe não seja o melhor para todos, mas penso que pode ser melhor para mim...
Me desculpem se o anuncio lhes causa decepção ou tristeza...
E quem sabe a atitude seja equivocada, mas só terei certeza se tentar pelo menos uma vez...
A palavra do dia: EU!
De preocupar-me com o que estão sentindo, de deixar meus ombros úmidos com lágrimas alheias.
Ando sentindo-me meio soterrada pelos problemas alheios, reavaliando até aonde deve ir a amizade, o carinho...
Penso que talvez... Bem, apenas talvez, esteja na hora de cuidar mais de mim, de pensar mais em mim...
E é controverso como este pensamento me faz sentir tão egoísta e pobre, mas também faz com que me sinta mais com meu destino nas mãos. Como se deixar de lado o peso pudesse me fazer caminhar com mais disposição.
E não é como se eu estivesse virando as costas as pessoas que amo, apenas quero dar mais valor a quem sou, as coisas que desejo, ao que preciso...
As coisas estão mudando e quem sabe não seja o melhor para todos, mas penso que pode ser melhor para mim...
Me desculpem se o anuncio lhes causa decepção ou tristeza...
E quem sabe a atitude seja equivocada, mas só terei certeza se tentar pelo menos uma vez...
A palavra do dia: EU!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Calor e escrita...
Olho a hora como se ainda houvesse curiosidade. Há tanto tempo que passo as noites olhando a tela que é a única fonte de luz no breu deste apartamento. O calor me lembra um pouco a cena de quase boemia, de escrever com o ventilador ligado, sabendo que o vento é insuficiente para aplacar a temperatura.Vontade de ir à sacada, quem sabe me esparramar sobre velho colchonete e me deixar adormecer ao relento, tendo o azul de veludo como cobertor e as estrela de companhia. Quem sabe ainda venha a fazer isso.
E hoje parece que está ainda mais quente... Escondido pelo óculos de grau meu rosto parece pegar fogo. O corpo suado os olhos ardendo desde a hora que fiz a besteira de colocar meus pés para fora do prédio.Os braços, mesmo com a quantidade infinita de protetor solar, já não apresentam a coloração mega-branca e iniciam um tímido processo de bronzeamento.
Visto um shorts esportivo, a camiseta branca desenhada e os já citados óculos de grau. Penso na minha completa incapacidade de escrever com este calor e abro a página, não porque realmente tenha algo a dizer, mas porque necessito desesperadamente de um lugar para dizer: "Está quente, está muito quente e eu preciso trocar o maldito ventilador por um bom ar-condicionado ;)
Beijo, beijo, beijo...
A distância pq encostar com este clima nem pensar!
E hoje parece que está ainda mais quente... Escondido pelo óculos de grau meu rosto parece pegar fogo. O corpo suado os olhos ardendo desde a hora que fiz a besteira de colocar meus pés para fora do prédio.Os braços, mesmo com a quantidade infinita de protetor solar, já não apresentam a coloração mega-branca e iniciam um tímido processo de bronzeamento.
Visto um shorts esportivo, a camiseta branca desenhada e os já citados óculos de grau. Penso na minha completa incapacidade de escrever com este calor e abro a página, não porque realmente tenha algo a dizer, mas porque necessito desesperadamente de um lugar para dizer: "Está quente, está muito quente e eu preciso trocar o maldito ventilador por um bom ar-condicionado ;)
Beijo, beijo, beijo...
A distância pq encostar com este clima nem pensar!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Sobre todo o tempo
E no tempo que não escrevo, que vagueio na rede lendo, procurando e rapidamente me enfadando desta falta de novidades.
Fico cá com esta fadiga causada pelo calor e marasmo, esta falta de palavras esta confusão de sentimentos.
Cá comigo? Bem trago a certeza de que não curto este calor miserável de quem não tem ar condicionado, tentando me contentar porque ainda posso sentar-me ao lado do ventilador. Lá fora passam de 32º e alguns malucos dizem que isto é tempo bom... Neste tempo "bom" eu curto um sono imensurável causado pela completa ausência de uma brisa fresca.
E neste cenário descrito com um humor quase cínico de tão irremediavelmente irônico, passo por esta página todos os dias, clico em "nova postagem" olho os espaços em branco e desisto. Minha inspiração fadada a dar-me as costas... Sorte dela que pode ir à um sítio de menor temperatura.
beijo, beijo, beijo.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Sobre tantas palavras
Minha caixa de e-mails transborda e-mails não lidos, mensagens que iniciam com "FW" ou "enc". E lá uma vez ou outra passo os olhos rapidamente não porque realmente me interessem naquele momento, mas porque quero me livrar das palavras em negrito e do peso na consciência.
Não resolve o problema. Eu não gosto destas correntes, não me convencem que uma mensagem que não foi pedida possa mudar a vida de alguém que não quer ouvir. E neste momento, muitos pensam que sou eu a errada, que estou tão vazia de fé que escrevo estas heresias... Mas não é verdade. Minha fé (vou explicar, mesmo tendo a certeza de que é um assunto apenas meu), está nos corações e não na tela do computador. Não consigo, me me esforçando para tanto acreditar que Deus vai me ouvir melhor porque passei um texto à 20 amigos em cinco minutos. Com cinco minutos, posso respirar fundo e perceber, nesta tomada de ar, que ele está ao meu lado. Posso regar as plantinhas que tenho na minha sacada, Posso ver o amor dentro dos olhos da minha irmã, mas não posso repassar um e-mail que eu não queria receber. Não são as mensagens, que geralmente não leio, mas aquela última linha "repasse e uma grande coisa irá acontecer contigo" grande coisa seria não receber mais este tipo de mensagem e sei, estou provavelmente passando dos limites, mas neste momento, sinto que meus limites foram ultrapassados.
Eu acredito em Deus,
Acredito em anjos da guarda,
Acredito na humanidade, mesmo que ela me decepcione.
Mas não, eu não acredito em correntes...
beijo, beijo, beijo
Não resolve o problema. Eu não gosto destas correntes, não me convencem que uma mensagem que não foi pedida possa mudar a vida de alguém que não quer ouvir. E neste momento, muitos pensam que sou eu a errada, que estou tão vazia de fé que escrevo estas heresias... Mas não é verdade. Minha fé (vou explicar, mesmo tendo a certeza de que é um assunto apenas meu), está nos corações e não na tela do computador. Não consigo, me me esforçando para tanto acreditar que Deus vai me ouvir melhor porque passei um texto à 20 amigos em cinco minutos. Com cinco minutos, posso respirar fundo e perceber, nesta tomada de ar, que ele está ao meu lado. Posso regar as plantinhas que tenho na minha sacada, Posso ver o amor dentro dos olhos da minha irmã, mas não posso repassar um e-mail que eu não queria receber. Não são as mensagens, que geralmente não leio, mas aquela última linha "repasse e uma grande coisa irá acontecer contigo" grande coisa seria não receber mais este tipo de mensagem e sei, estou provavelmente passando dos limites, mas neste momento, sinto que meus limites foram ultrapassados.
Eu acredito em Deus,
Acredito em anjos da guarda,
Acredito na humanidade, mesmo que ela me decepcione.
Mas não, eu não acredito em correntes...
beijo, beijo, beijo
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
E o tempo passa...
E eis que ao respirar tranquila a verdade se revela... Nesta verdade consta a certeza de que muitos não serão vistos novamente, que o tempo afasta e a distância nos faz esquecer... Então, quem sabe, em algumas décadas lembrarei com saudade deste tempo, do frio na barriga, dos trabalhos que encarei como diversão, deste último que não foi assim tão divertido. Lembrarei dos amigos com a esperança de que não tenham me esquecido, com medo de que o tempo e a distância tenham sido mais fortes e apagado minha marca.
Porque não vamos aqui ser hipócritas, eu como todo mundo, espero deixar minha pequena marca no mundo e se não posso alcançar o mundo porque não uma boa lembrança na memória daqueles que se tornaram caros?
Mas tenho a triste percepção de que não é bem assim... As pessoas se esquecem e eu mesma, não posso prometer que me lembrarei...
Você irá me dizer que temos as redes sociais, mas qual a eficiência dela diante de dias corridos e mudanças de rumo que não esperávamos? É, nem todos serão lembrados, alguns apenas vagamente, mas ainda assim, existem aqueles que habitarão as densas nuvens da minha memória, que me arrancarão um sorriso saudoso e um suspiro sem fôlego: "que saudade..."
Saio agora, porque já fiquei por tempo demais. Saio porque me sinto um pouco cansada, frustrada... Saio porque mesmo que fique, não haverá maior vitória do que as amizades que já conquistei.
Abraço,
Sorriso,
A sombra de uma lágrima que as verdades fizeram cair...
Porque não vamos aqui ser hipócritas, eu como todo mundo, espero deixar minha pequena marca no mundo e se não posso alcançar o mundo porque não uma boa lembrança na memória daqueles que se tornaram caros?
Mas tenho a triste percepção de que não é bem assim... As pessoas se esquecem e eu mesma, não posso prometer que me lembrarei...
Você irá me dizer que temos as redes sociais, mas qual a eficiência dela diante de dias corridos e mudanças de rumo que não esperávamos? É, nem todos serão lembrados, alguns apenas vagamente, mas ainda assim, existem aqueles que habitarão as densas nuvens da minha memória, que me arrancarão um sorriso saudoso e um suspiro sem fôlego: "que saudade..."
Saio agora, porque já fiquei por tempo demais. Saio porque me sinto um pouco cansada, frustrada... Saio porque mesmo que fique, não haverá maior vitória do que as amizades que já conquistei.
Abraço,
Sorriso,
A sombra de uma lágrima que as verdades fizeram cair...
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
chegaaaaaaaa.....
Tá tudo tão errado sempre, que na certeza de errar nem da vontade de continuar tentando.
Penso que tenho, que devo... Quem sabe seja esta a última vez e eu não tenha que retornar ao texto como uma principiante. Quem este seja o momento de 99% de transpiração e minha inspiração tenha se tornado zero.
Sei que ainda a muito por fazer, mas quer mesmo saber? Tô cansada, tô de saco cheio! Tô pedindo pra sair!!
Penso que tenho, que devo... Quem sabe seja esta a última vez e eu não tenha que retornar ao texto como uma principiante. Quem este seja o momento de 99% de transpiração e minha inspiração tenha se tornado zero.
Sei que ainda a muito por fazer, mas quer mesmo saber? Tô cansada, tô de saco cheio! Tô pedindo pra sair!!
domingo, 30 de outubro de 2011
Covardia
O medo de tentar me apavora, a sombra do fracasso me suprime. E antes de lutar eu desisto de pensar, de imaginar, de figurar pensamentos que jamais se tornarão concretos. Sonhos... Me permito sonhar, me permito deixar levar pelas belas imagens de um futuro, mesmo com certeza de que não irão se tornar reais...
Ah! Eu e minha mente vagueante, minha covardia paralisante....
Ah! Eu e minha mente vagueante, minha covardia paralisante....
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Sobre nós que estamos sentados a reclamar
É, estou com a mão no controle remoto, zapeando canais à espera da vida.
Não, não é como se eu não fizesse nada, pois veja bem, eu estou na internet, eu assisto diversos programas televisivos, eu vejo campanhas divertidas que mentes brilhantes tiveram a ousadia de inventar. E quem sabe um dia, se eu continuar a assistir bastante eu faça algo remotamente parecido... Bem quem sabe eu apenas copie de alguém. Porque copiar... Bem copiar é uma das primeiras coisas que aprendi nesta minha vida de universitário(a) otário(a). E é bem provável que ninguém perceba, porque estão quase todos assim como eu,sem iniciativa, levando créditos pelo que não fizeram.
Mas também posso, quem sabe, em uma tarde de sábado, levantar a bunda da cadeira e participar de algo que meus amigos estão tramando, quem sabe eu saia para ajudar em um trabalho fotográfico, quem sabe eu dê uma mão àquela galera que está preparando um vídeo. E quem sabe, se eu topar uma destas brincadeiras eu aprenda algo diferente e me torne um profissional mais aberto para o mundo, voltado para outros lugares, estes que estão fora do meu umbigo.
E sim eu sei, é confortável onde estou, onde você está. É confortável reclamar e reclamar e reclamar, mas saia um pouco do conforto, se liberte da mesmice que tem lhe mantido cativo e faça algo. aproveite o tempo que tens, os amigos que estão ao seu lado, a juventude e o aprendizado. Apenas feche a boca e faça algo.
O princípio da mudança não está em quem percebe o defeito, mas em quem faz algo para repará-lo.
Beijo, beijo, beijo
Não, não é como se eu não fizesse nada, pois veja bem, eu estou na internet, eu assisto diversos programas televisivos, eu vejo campanhas divertidas que mentes brilhantes tiveram a ousadia de inventar. E quem sabe um dia, se eu continuar a assistir bastante eu faça algo remotamente parecido... Bem quem sabe eu apenas copie de alguém. Porque copiar... Bem copiar é uma das primeiras coisas que aprendi nesta minha vida de universitário(a) otário(a). E é bem provável que ninguém perceba, porque estão quase todos assim como eu,sem iniciativa, levando créditos pelo que não fizeram.
Mas também posso, quem sabe, em uma tarde de sábado, levantar a bunda da cadeira e participar de algo que meus amigos estão tramando, quem sabe eu saia para ajudar em um trabalho fotográfico, quem sabe eu dê uma mão àquela galera que está preparando um vídeo. E quem sabe, se eu topar uma destas brincadeiras eu aprenda algo diferente e me torne um profissional mais aberto para o mundo, voltado para outros lugares, estes que estão fora do meu umbigo.
E sim eu sei, é confortável onde estou, onde você está. É confortável reclamar e reclamar e reclamar, mas saia um pouco do conforto, se liberte da mesmice que tem lhe mantido cativo e faça algo. aproveite o tempo que tens, os amigos que estão ao seu lado, a juventude e o aprendizado. Apenas feche a boca e faça algo.
O princípio da mudança não está em quem percebe o defeito, mas em quem faz algo para repará-lo.
Beijo, beijo, beijo
sábado, 22 de outubro de 2011
E hoje
Não quero falar sobre nada em especial, mas quero falar...
Quero gritar ao mundo o que para mim, bem para mim ainda é segredo...
Quero compreender esta estranha dinâmica ajustar as pontas tortas, deixar que as palavras se formem, que o sentimento vire poesia que esta coisa estranha que me acometeu ganhe sentido de alguma forma.
Está por aqui... Este sentimento estranho que dá-me a volta, que me mira com olhos desejosos, que me aprisiona... Alguém por acaso teria a chave para estes carcereiros cheios de dinâmica, que hora são felicidade, hora são sofrimento? Alguém com capacidade de segregá-los um do outro, de separá-los e compreendê-los... Alguém, inteligente, sábio ou esperto... Um lunático, louco ou insano... alguém capaz de desvendá-los?
Não há momento em que me sinta mais humana, momento em que me sinta menos capaz.
E nestes dias de confusão e angústia, de felicidade transbordante de insegurança mordaz venho onde as palavras tomam forma, onde tudo, mesmo que não faça sentido, ganha um pouco de paz.
Uma confusão dos diabos...
Uma confissão,
Uma eterna questão...
Quero gritar ao mundo o que para mim, bem para mim ainda é segredo...
Quero compreender esta estranha dinâmica ajustar as pontas tortas, deixar que as palavras se formem, que o sentimento vire poesia que esta coisa estranha que me acometeu ganhe sentido de alguma forma.
Está por aqui... Este sentimento estranho que dá-me a volta, que me mira com olhos desejosos, que me aprisiona... Alguém por acaso teria a chave para estes carcereiros cheios de dinâmica, que hora são felicidade, hora são sofrimento? Alguém com capacidade de segregá-los um do outro, de separá-los e compreendê-los... Alguém, inteligente, sábio ou esperto... Um lunático, louco ou insano... alguém capaz de desvendá-los?
Não há momento em que me sinta mais humana, momento em que me sinta menos capaz.
E nestes dias de confusão e angústia, de felicidade transbordante de insegurança mordaz venho onde as palavras tomam forma, onde tudo, mesmo que não faça sentido, ganha um pouco de paz.
Uma confusão dos diabos...
Uma confissão,
Uma eterna questão...
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Fora de mim
Tem tempos que queremos esquecer da vida que levamos,
Fazer de conta que não somos nós, nesta vida, mas um outro que se apodera da gente para nos ajudar a esquecer. E nesta vida dupla sorrimos sorrisos largos, deixamos brilhar o olhar, encenamos...
Então, quando a noite chega, tiramos a máscara de felicidade, lavamos do rosto as lágrimas silenciosas e fechamos os olhos ainda ardentes que revelam uma vida que desejamos esquecer. É neste momento que revelamos a nós mesmos quem somos, nos deixamos lamber as feridas, tratar os machucados para recomeçar...
As vezes só quero esquecer...
beijo, beijo, beijo...
Fazer de conta que não somos nós, nesta vida, mas um outro que se apodera da gente para nos ajudar a esquecer. E nesta vida dupla sorrimos sorrisos largos, deixamos brilhar o olhar, encenamos...
Então, quando a noite chega, tiramos a máscara de felicidade, lavamos do rosto as lágrimas silenciosas e fechamos os olhos ainda ardentes que revelam uma vida que desejamos esquecer. É neste momento que revelamos a nós mesmos quem somos, nos deixamos lamber as feridas, tratar os machucados para recomeçar...
As vezes só quero esquecer...
beijo, beijo, beijo...
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Apenas minha hipocrisia...
Por que todo mundo é sim um pouco hipócrita e não me vejo fugir a regra...
Por que aconselho e sou aconselhada sobre coisas que não vou seguir,
E finjo levar a vida a sério, finjo que ela não é lá grande coisa...
Finjo nesta página que sou boa moça, que meus defeitos são apenas motivo para que eu possa fazer piada.
Me finjo de boa pessoa, faço-de-conta que sou dotada de cultura e bom gosto enquanto a merda toda se agiganta em meu peito que é feito de confusão, desejos e sonhos...
Apenas porque vivo em um mundo de Hipócritas e tem sido bem mais fácil fazer parte dele do que me rebelar contra todas as coisas que intimamente condeno, que me fazem mal.
Tenho sido apenas mais uma e para ser sincera não vejo meio de ser completamente feliz esmurrando a multidão. Fico eu com meus medos e sonhos enquanto sigo representando meu papel nesta sociedade decaída e triste que finge ser politizada, correta e cheia de valores...
E apenas porque me finjo de boa moça, escrevo que estou sendo completamente sincera neste momento. Quem é verdadeiramente sincero nestes tempos?
um sorriso forçado e dois beijos ao vento...
Por que aconselho e sou aconselhada sobre coisas que não vou seguir,
E finjo levar a vida a sério, finjo que ela não é lá grande coisa...
Finjo nesta página que sou boa moça, que meus defeitos são apenas motivo para que eu possa fazer piada.
Me finjo de boa pessoa, faço-de-conta que sou dotada de cultura e bom gosto enquanto a merda toda se agiganta em meu peito que é feito de confusão, desejos e sonhos...
Apenas porque vivo em um mundo de Hipócritas e tem sido bem mais fácil fazer parte dele do que me rebelar contra todas as coisas que intimamente condeno, que me fazem mal.
Tenho sido apenas mais uma e para ser sincera não vejo meio de ser completamente feliz esmurrando a multidão. Fico eu com meus medos e sonhos enquanto sigo representando meu papel nesta sociedade decaída e triste que finge ser politizada, correta e cheia de valores...
E apenas porque me finjo de boa moça, escrevo que estou sendo completamente sincera neste momento. Quem é verdadeiramente sincero nestes tempos?
um sorriso forçado e dois beijos ao vento...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
E tudo que disser pode e será usado contra você...
Escreve por não poder falar, e mesmo quando escreve tem medo.
Por que quem lê também julga, mesmo que siga calado.
Mas escreve porque na cabeça lhe fervem as idéias e é difícil segurar sem provocar a explosão.
E quando explode... Bem quando explode sente as dores no corpo e na alma, se é choro alegria ou êxtase, encontrar o equilíbrio novamente machuca... Então apenas escreve para evitar armazenar.
Tem vezes que suas palavras são apenas fúria, outras, são cheias de paixão... Há momentos que suas palavras são fogo, em outras mansidão...
E continua a escrever o que não pode ficar guardado. Escreve um sentimento, descreve uma cena, aventura-se ao inventar uma história.
Segue escrevendo mesmo sabendo que por suas palavras poderá ser ouvida, julgada e considerada inapta.
Ainda assim escreve, pois as palavras lhe fazem tão bem...
Um beijo, duas palavras para desafogar...
Por que quem lê também julga, mesmo que siga calado.
Mas escreve porque na cabeça lhe fervem as idéias e é difícil segurar sem provocar a explosão.
E quando explode... Bem quando explode sente as dores no corpo e na alma, se é choro alegria ou êxtase, encontrar o equilíbrio novamente machuca... Então apenas escreve para evitar armazenar.
Tem vezes que suas palavras são apenas fúria, outras, são cheias de paixão... Há momentos que suas palavras são fogo, em outras mansidão...
E continua a escrever o que não pode ficar guardado. Escreve um sentimento, descreve uma cena, aventura-se ao inventar uma história.
Segue escrevendo mesmo sabendo que por suas palavras poderá ser ouvida, julgada e considerada inapta.
Ainda assim escreve, pois as palavras lhe fazem tão bem...
Um beijo, duas palavras para desafogar...
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Amanhã quero ser grande...
E ter sonhos que não me levem abaixo, desejos que não me lembrem das desventuras de se sentir só.
Amanhã, se o meu amanhã chegar, serei mais forte e menos rude, roubarei de alguém a doçura e tentarei o destino com um sorriso torto.
Amanhã olharei o horizonte à beira do precipício, me arriscarei a inspirar fortemente e gritar alto, forte e vibrante. Vou zombar das notícias que não recebi, dos telefonemas que esperei das respostas que não chegaram.
Amanhã, se o amanhã chegar, vou correr o risco de parecer idiota e usar menos vírgulas, parecer menos preocupada ou simplesmente não vou me preocupar. Vou dançar esquisito e tocar o “foda-se” para o mundo, porque me desculpe mundo, ainda sou eu a pagar minhas contas.
Amanhã vou jogar no lixo as críticas ao meu modo de ser e vestir, vou chutar para longe seu pote de veneno e sorrir. Porque amanhã... Bem, amanhã eu quero apenas esquecer-me da miniatura que me tornei e voltar a ser grande.
beijo, beijo, beijo
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
... (2)
E cá estou eu novamente.
Estranho por que fico um tempo sem aparecer então a fome acontece.
Não sei se escrevo porque tenho algo a dizer ou é apenas minha alma inquieta, tentando colocar para fora de alguma maneira.
Que sou inquieta? bem é verdade, sempre fui.
Tenho esta coisa, um misto de raiva e tristeza que me incomoda quase todo o tempo.
As vezes sinto mesmo que deveria fugir, sumir no mundo, não voltar mais.
Mas a verdade é que não posso fugir DO mundo e se eu for tudo que desprezo vai comigo...
E eu seria aquele tipo de pessoa que não se importa, quando me importo tanto.
Quero as chaves do meu fusquinha,
Quero um dia com minhas amiga,
Quero não me importar mais,
Quero deixar toda a merda para trás.
Uma lágrima, um sonho, uma bandeira de paz.
Gi.
...
Eu estive pensando...
Minha mãe odeia que eu comece a frase desta maneira, mas a verdade é: "eu estive pensando"
Que cada um dá valor à coisas diferentes,
Que em uma mesma família, pode se crer em coisas diferentes,
Que nem sempre o abraço é sinal de paz.
Estive pensando nas belas cenas que vimos no cinema,
Nos sorrisos sinceros que algumas vezes presenciamos,
Nos olhos e olhares...
Por que não sei definir onde a diferença se encontra mas ela está ali. Presente! Latente!
Por que não sei quantas vezes ainda irei chorar de saudade ou se meus olhos verão com a mesma cor o que vi um dia.
Por que olhar de criança é limpo, puro, mas também pode ser... Bem, ele pode.
Estive pensando no número de vezes que é preciso respirar antes que termine o dia e em quantas vezes vou sentir medo de deixar a segurança do apartamento, sem saber o que lá fora me aterroriza.
Andei pensando em como terminar as histórias que comecei,
em como dizer o que me incomoda,
em como não me incomodar mais
Quem sabe minha mãe tenha mesmo razão e "estive pensando" seja mesmo terrível...
beijo. beijo. beijo
Minha mãe odeia que eu comece a frase desta maneira, mas a verdade é: "eu estive pensando"
Que cada um dá valor à coisas diferentes,
Que em uma mesma família, pode se crer em coisas diferentes,
Que nem sempre o abraço é sinal de paz.
Estive pensando nas belas cenas que vimos no cinema,
Nos sorrisos sinceros que algumas vezes presenciamos,
Nos olhos e olhares...
Por que não sei definir onde a diferença se encontra mas ela está ali. Presente! Latente!
Por que não sei quantas vezes ainda irei chorar de saudade ou se meus olhos verão com a mesma cor o que vi um dia.
Por que olhar de criança é limpo, puro, mas também pode ser... Bem, ele pode.
Estive pensando no número de vezes que é preciso respirar antes que termine o dia e em quantas vezes vou sentir medo de deixar a segurança do apartamento, sem saber o que lá fora me aterroriza.
Andei pensando em como terminar as histórias que comecei,
em como dizer o que me incomoda,
em como não me incomodar mais
Quem sabe minha mãe tenha mesmo razão e "estive pensando" seja mesmo terrível...
beijo. beijo. beijo
terça-feira, 17 de maio de 2011
Sobre o que não se vê
O garoto tinha cabelos moicanos a garota tinha corte joãozinho.
Em seus corações a pureza de quem não liga para o que os outros pensam, quem não se importa com o que os outros estão fazendo.
As vezes é tão difícil ser você mesmo, não dar ouvidos aos comentários maliciosos e ignorar o que se fala ao seu redor.
O garoto não esperava ser lindo, queria apenas ser ele mesmo...
A garota não queria ser deslumbrante, apenas diferente.
Porque existe beleza no exótico, porque se olhava no espelho e gostava do que via, porque não devia satisfação a mais ninguém.
Quem foi que disse que o correto é o que a massa segue?
Quem acredita que é menos bandido o cara que usa colarinho branco?
Quem garante que o herói do dia não é o cara todo tatuado que espera o ônibus ao seu lado?
Quem disse que é preciso usar claras cores para ser um anjo?
É cansativo ter de explicar as mudanças,
Dar satisfação sobre cada novo caminho...
Enfadonho pensar que queiram saber mais quem aparento ser do que quem sou...
Estou cansada destes rótulos que damos, as tribos que inventamos, as marcas que veneramos...
Estou mesmo de saco cheio de viver cercada de comentaristas que apenas observam a vida dos outros quando deveriam dedicar seu tempo em viver a sua...
um beijo, dois arranhões...
Gi.
Ps.: Que se manifeste aquele que não atirou pedras...
Em seus corações a pureza de quem não liga para o que os outros pensam, quem não se importa com o que os outros estão fazendo.
As vezes é tão difícil ser você mesmo, não dar ouvidos aos comentários maliciosos e ignorar o que se fala ao seu redor.
O garoto não esperava ser lindo, queria apenas ser ele mesmo...
A garota não queria ser deslumbrante, apenas diferente.
Porque existe beleza no exótico, porque se olhava no espelho e gostava do que via, porque não devia satisfação a mais ninguém.
Quem foi que disse que o correto é o que a massa segue?
Quem acredita que é menos bandido o cara que usa colarinho branco?
Quem garante que o herói do dia não é o cara todo tatuado que espera o ônibus ao seu lado?
Quem disse que é preciso usar claras cores para ser um anjo?
É cansativo ter de explicar as mudanças,
Dar satisfação sobre cada novo caminho...
Enfadonho pensar que queiram saber mais quem aparento ser do que quem sou...
Estou cansada destes rótulos que damos, as tribos que inventamos, as marcas que veneramos...
Estou mesmo de saco cheio de viver cercada de comentaristas que apenas observam a vida dos outros quando deveriam dedicar seu tempo em viver a sua...
um beijo, dois arranhões...
Gi.
Ps.: Que se manifeste aquele que não atirou pedras...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
modificando????
Alguns dizem que mudei, e assumo, tenho mudado...
Mas as vezes, nas mudanças, perdemos quem éramos sem chegar ao que desejamos ser...
Ficamos no limbo transitório tentando descobrir se somos anjos ou demônios, se ainda gostamos de antigos desenhos, se as miniaturas na janela ainda revelam quem somos, se um passeio de bicicleta ao final da tarde é o que desejamos, se realmente gostamos de comida chinesa.
Já disse que a irresponsabilidade me tenta e que as vezes gostaria de ter a coragem de ignorar as expectativas e isso não é apenas uma frase de efeito.
Queria mesmo esquecer todos os "se" e simplesmente fazer, esquecer o que dizem e me deixar ser irresponsável, me deixar levar por um grupo de amigos, comprar passagens para um lugar distante, dar preocupações a quem tem me mantido preocupada e fazer todas as coisas que não tive coragem...
Avaliando friamente?
Acho que não mudei tanto assim...
Mas ainda não desisti...
Um beijo, um caminho, duas doses de veneno.
Gi.
Mas as vezes, nas mudanças, perdemos quem éramos sem chegar ao que desejamos ser...
Ficamos no limbo transitório tentando descobrir se somos anjos ou demônios, se ainda gostamos de antigos desenhos, se as miniaturas na janela ainda revelam quem somos, se um passeio de bicicleta ao final da tarde é o que desejamos, se realmente gostamos de comida chinesa.
Já disse que a irresponsabilidade me tenta e que as vezes gostaria de ter a coragem de ignorar as expectativas e isso não é apenas uma frase de efeito.
Queria mesmo esquecer todos os "se" e simplesmente fazer, esquecer o que dizem e me deixar ser irresponsável, me deixar levar por um grupo de amigos, comprar passagens para um lugar distante, dar preocupações a quem tem me mantido preocupada e fazer todas as coisas que não tive coragem...
Avaliando friamente?
Acho que não mudei tanto assim...
Mas ainda não desisti...
Um beijo, um caminho, duas doses de veneno.
Gi.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Que porra! Que merda! Que vontade de nada dizer...
Queria a coisa certa para dizer ao vazio;
Queria que meus passos não afundassem nas poças que reúnem a água da chuva;
Queria que o guarda-chuva fosse grande o suficiente para manter segura.
Queria, quem sabe, em um dia quente fechar os olhos e deixar a água lavar minha alma, e como diria uma amiga minha, por em terra meus pecados, deixar correr...
Queria não chegar tão cansada e ter vontade de olhar as palavras,
Queria ter certeza sobre meus sonhos, queria não ter de esperar pelo futuro...
Queria ser menos egoísta e pensar menos no que deixei, queria o benefício da dúvida, qdo tenho certeza de ter agido certo...
Queria saber porque é tão difícil...
Mesmo quando a vida parece perfeita,
Mesmo quando as peças se unem ao meu redor,
Mesmo quando pareço ter me modificado,
Mesmo quando estou feliz.
Ainda assim fica a porra da saudade,
Ainda sobra a palavra a me perceguir
Ainda o sentimento preso em meu peito por uma fíbula que não se solta.
Uma fíbula? Um alfinete, nada mais que isso, alfinete em palavra bonita aguçando em meu peito a dor da saudade.
Que porra! Que merda! Que vontade de nada dizer...
E quando me faltam palavras ainda sobra um palavrão: Caral...
Palavrão também é palavra, e é palavra em letra maiúscula que é para ficar claro o sentimento...
Palavrão poderia ser também amor e carinho, mas estas "palavrinhas" são ditas em sussurro no ouvido, não são largadas ao vento...
Quero largar as palavras ao vento... Quero gritar palavrões e não ser criticada por isso...
Quero esquecer a sensatez e me deixar encantar pela irresponsabilidade...
Quero...
Bem esquece o que eu quero...
Acho que eu mesma já me esqueci...
beijo, beijo, beijo
Gi.
Queria que meus passos não afundassem nas poças que reúnem a água da chuva;
Queria que o guarda-chuva fosse grande o suficiente para manter segura.
Queria, quem sabe, em um dia quente fechar os olhos e deixar a água lavar minha alma, e como diria uma amiga minha, por em terra meus pecados, deixar correr...
Queria não chegar tão cansada e ter vontade de olhar as palavras,
Queria ter certeza sobre meus sonhos, queria não ter de esperar pelo futuro...
Queria ser menos egoísta e pensar menos no que deixei, queria o benefício da dúvida, qdo tenho certeza de ter agido certo...
Queria saber porque é tão difícil...
Mesmo quando a vida parece perfeita,
Mesmo quando as peças se unem ao meu redor,
Mesmo quando pareço ter me modificado,
Mesmo quando estou feliz.
Ainda assim fica a porra da saudade,
Ainda sobra a palavra a me perceguir
Ainda o sentimento preso em meu peito por uma fíbula que não se solta.
Uma fíbula? Um alfinete, nada mais que isso, alfinete em palavra bonita aguçando em meu peito a dor da saudade.
Que porra! Que merda! Que vontade de nada dizer...
E quando me faltam palavras ainda sobra um palavrão: Caral...
Palavrão também é palavra, e é palavra em letra maiúscula que é para ficar claro o sentimento...
Palavrão poderia ser também amor e carinho, mas estas "palavrinhas" são ditas em sussurro no ouvido, não são largadas ao vento...
Quero largar as palavras ao vento... Quero gritar palavrões e não ser criticada por isso...
Quero esquecer a sensatez e me deixar encantar pela irresponsabilidade...
Quero...
Bem esquece o que eu quero...
Acho que eu mesma já me esqueci...
beijo, beijo, beijo
Gi.
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