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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Transbordante de paz...

É, nos vemos pouco... E para muitos o nosso pouco não basta, não é suficiente. Eu sei e de certa forma concordo.Concordo que faça falta nos dias de tristeza e nos momentos de euforia, mas ainda assim, está sempre tão presente em sua distância...
E quando de seis em seis meses nos vemos é como respirar nova vida, inspirar-me no sorriso fácil, no olhar sincero e tentar ser um pouquinho melhor para me tornar assim, um pouco como ela.
É assim, foi assim, será sempre assim... Não porque as convenções nos proponham a fórmula, mas pq aprendemos que tempo e distância são apenas palavras, desculpas de quem não conhece o verdadeiro sentimento de amizade.

dia 20/12, eu e minha maninha Pauli, no lugar que tornou-se nosso.

beijo, beijo, beijo,
na tentativa de dividir o carinho, o sentimento transbordante de paz.

domingo, 27 de novembro de 2011

Sobre a infância



Se fechar os olhos ainda posso estar lá, ainda posso sentir os perfumes, ver os brinquedos, refazer os trajetos.
Nem todos tem a sorte, nem todos tiveram uma infância assim, digna de lembranças, responsável por sorrisos.
Eu, se fechar os olhos, ainda posso voltar lá. Posso correr de "monza" ao redor da casa, posso ser uma heroína e escalar a porta do quarto, posso jogar bola com a parede e inventar o enredo de um jogo perfeito, posso ser qualquer coisa e estar em todos os lugares que minha infante imaginação desejar.
Eu pulei amarelinha na rua, andei e cai de bicicleta (tantas vezes!), eu brinquei de táxi no fusca do meu avô, e cuspi sementes de ariticum para fora da janela. fiz corrida de carrinho de rolimã, acampei no quintal de casa e comi laranja colhida do pé. Eu brincava com bonequinhas de papel, desenhei, pintei e recortei. Eu li gibis deitada no tapete da sala, li livros na varanda, e subi na estante para pegar o que não estava ao meu alcance. Minha mãe me deu "uma história por dia" de presente de aniversário e o "banco imobiliário" no dia das crianças. Ganhei bola, boneca, bicicleta, ludo e xadrez. Fiz meu pai me ensinar a jogar betes e desenhei a casa da barbie com giz na garagem de casa.
Eu fiz, imaginei, brinquei e sonhei.
Eu fui tudo e eu tive tudo que era preciso.
Tive sorriso, gargalhada e choro.
Tive colo de mãe, atenção do meu pai e irmãs para deixar o bolo mais divertido.
Tive uma infância que os menos afortunados não sonham, que os mais afortunados não alcançam.
Tive no tempo certo e na medida certa. Tive enquanto era preciso, enquanto foi desejado...
E neste tempo eu vivi a maior felicidade existente, experimentei as maiores alegrias.
E mesmo que as coisas tenham mudado pra mim, ainda assim, existe este tempo, onde tudo era perfeito, onde as coisas estavam em seus devidos lugares, onde eu estava segura e plenamente feliz.

E quando lembro deste tempo sorriso e lágrimas se misturam ao pensar no que não foi mencionado, ao lembrar do chá com leite, do requeijão com mel. Saudade de ti vozinha, sinto sempre saudade de ti.


beijo, beijo, beijo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E uma coisa leva a outra...

Navegando meio sem rumo pela net, uma amiga (destas que nem sabem nossa existência), fala sobre a antiga alegria de receber cartas que hoje se transformou na alegria de receber e-mails.Verdade. São cinco minutinhos, que alguém perdeu ao lembrar de nós. Algumas palavras rápidas dizendo que sente falta, nos fazendo sentir especial. E hoje era um destes dias que uma mensagem no facebook tem o poder de mudar... Mudou. quando eu queria um sorriso, um abraço, uma palavra, um carinho... Bem, chegou! Porque nestes momentos se reconhece os amigos, àqueles que sentem o momento certo, que têm uma conexão maior que o simples conhecimento... Nestas horas, estes amigos-irmãos aparecem, apenas para nos dizer que sente falta. E eu? Eu sinto o coração cheio de alegria porque a verdade é que sinto saudade, todos, todos os dias...

beijo, beijo, beijo

sábado, 17 de setembro de 2011

Ache uma explicação...


Me explica porque o destino nos prega peças, nos faz conhecer alguém em quem confiar piamente e depois nos separa?
Porque me ensina a admirar esta amiga apenas para que continue a fazê-lo de longe?
Porque me apresenta uma irmã, para me obrigar a acostumar-me com a saudade?
Fazes tanta falta irmãzinha, me explica como faço quando este sentimento bruto e sem piedade se agiganta sobre mim e deixa-me no chão? Ainda posso sorrir com as lembranças, mas mesmo sendo doces, ainda assim são apenas lembranças que ganam vida quando quero que estejas por perto.
Hoje só queria sentar contigo e falar sobre tudo ou nada. Ouvir de ti o que tens feito e lhe contar minhas pequenas aventuras...
Queria sorrir contigo, fofocar e pedir pizza de brócolis...
Tanta, tanta saudade de ti irmãzinha, fico aqui torcendo para que estejas bem, para que realizes seus sonhos, para que brilhe sempre, para que o sorriso que me cativou se transforme em estampa e esteja sempre em seu rosto. Mas as vezes, queria apenas que estivesses ao alcance de passos para poder lhe falar...

Me fazes tanta falta irmãzinha...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo...

...E eu ouço Maria Gadú.

Nunca antes tinha parado pra ouvir, mas hoje o fiz. Não porque tivesse interesse, mas este me foi despertado pela amiga com quem falei. Meu dia do amigo, começou com cumprimentos singelos a estes que estão por aqui, me seguem no twitter, vem ter comigo no facebook e estão sempre comigo pelos corredores da Universidade. Depois uma mensagem um pouco mais longa no facebook para aqueles um pouco distantes, mas que ainda assim me encontram por ali. Ainda estava incompleta.
Tomada por um sentido de urgência e prioridade escrevi com calma a estas três pessoas que tão distantes de mim se encontram, estas mulheres que me fazem visitar meu passado frequentemente em busca desta amizade que tanta falta me faz. Escrevo com a certeza de que elas nem mesmo tiveram tempo para pensar sobre que dia é hoje. Que não estiveram no twitter, mas as voltas com dois molequinhos malandramente lindos, não entraram no facebook, mas embalaram uma pequena princesa, não conectaram-se a internet, porque estavam conectadas em tantas outras coisas...
Recebo uma resposta, leio com atenção, me emociono. Parece mesmo que ambas cursamos aquela faculdade apenas porque era vital que nos conhecêssemos, porque viveríamos algo como uma vida incompleta se fosse de outra maneira. Tomamos rumos diferentes, fizemos caminhos que jamais imaginaríamos traçar, modificamos, fomos severamente modificadas, mas o sentimento de amizade recíproca, este não foi de forma alguma adulterado. Ainda conversamos com o desprendimento de quem se conhece a milênios e jamais se afastou, ainda nos preocupamos como a dez anos, ainda temos cá conosco este puto carinho que não se apaga, não muda.
Ligo ao sair do trabalho, cai na caixa postal e penso que provavelmente mudou de número.
Outra tentativa, a outra amiga que atende, mas está ocupada, me liga em seguida. Eu aguardo e quando nos falamos é para por em dia meses de silêncio e respeito com as agendas diferenciadas. Os meninos fazem festa e escuto a risada dos pequenos a seu redor, peço que dê lembranças minhas a outra amiga e ela se responsabiliza do abraço, porque ia mesmo ligar... Segunda tentativa e o telefone é atendido no segundo toque. Eu estava preocupada e sei que tem vezes que tudo que podemos fazer é estar perto e é esta é justamente a dificuldade quando tantos quilômetros nos separam. Conversamos. Não tem ideia do alívio que é ouví-la e perceber que está leve...
Então, ao desligar pela segunda vez o telefone, percebo que é mesmo isso. Bem mais do que saudade, carinho, sorrisos, ser amigo é estar ali quando é preciso, é ouvir e abrir o coração, é respeitar e entender que mudamos, que nossas escolhas nos levam, os caminhos nos conduzem, as diferenças ficam evidentes, as piadas particulares são esquecidas, fica apenas o carinho, a necessidade de falar e ouvir...
Não sabem o bem que me fazem, não sei o que faço por elas, mas são minhas amigas, acostumadas com minha falta de jeito, minha irresponsabilidade, meus palavrões...
São minhas amigas, acostumadas a ter de mim estas palavras por escrito, não porque esperam tê-las, mas porque é minha maneira de dizer que não importa o tempo, a distância, as mudanças serão sempre parte de mim.

beijo, beijo, beijo
Obrigada amigas.

sábado, 28 de maio de 2011

Só porque tenho saudade...

Um e-mail que recebi no início da semana e por falta de tempo ficou sem ler.
Hoje, decidida a colocar tudo em dia, me posto frente ao computador e apenas o endereço já me emociona, o texto confesso, é bonito, mas não tanto quanto a história que existe por trás.
Já falei aqui e repito, morro de saudade das minhas amigas.
Sinto falta das caronas apertadas,
 E dos sorrisos...

Saudade das viagens para visitas técnicas,





Saudade de quando não queríamos fazer nada, apenas estar



Saudade de tirar fotografia de qualquer movimento, suspiro ou sorriso,

Saudade de fazer os piores trabalhos, nas melhores companhias...



Saudade de ser mais que eu aqui e vocês lá e sermos todas juntas,
Saudade de sentar na cantina ao final da tarde e resolver palavras cruzadas,
De matar aula para assistir o jogo de volei na casa da Déia,
De sentar no fundo do ônibus e rir com cada solavanco,
De almoçar junto e comer sagu de vinho,
De fazer planos para meu vestido de formatura... (rosa, de laço no lado e um girassol imenso... Devo ter tido pesadelos com isso).
Vendo as imagens que guardei da gente, penso que meu coração de alguma forma tinha esta triste certeza de que não estaríamos sempre perto, mas que estando distantes não ficaríamos jamais sozinhas.
Reservo o dia de hoje para me orgulhar de tê-las ao meu lado e sentir saudade de quando dividíamos nossos dias...
Admito que enquanto vocês contavam os dias para que tudo terminasse, eu me preocupava por que não mais as teria por perto...
Saudade amigas, uma puta saudade!

Déia, Jaque e Andy 
Minhas amigas que me ensinaram que é possível estar longe, sem se afastar.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Que porra! Que merda! Que vontade de nada dizer...

Queria a coisa certa para dizer ao vazio;
Queria que meus passos não afundassem nas poças que reúnem a água da chuva;
Queria que o guarda-chuva fosse grande o suficiente para manter segura.
Queria, quem sabe, em um dia quente fechar os olhos e deixar a água lavar minha alma, e como diria uma amiga minha, por em terra meus pecados, deixar correr...
Queria não chegar tão cansada e ter vontade de olhar as palavras,
Queria ter certeza sobre meus sonhos, queria não ter de esperar pelo futuro...
Queria ser menos egoísta e pensar menos no que deixei, queria o benefício da dúvida, qdo tenho certeza de ter agido certo...
Queria saber porque é tão difícil...
Mesmo quando a vida parece perfeita,
Mesmo quando as peças se unem ao meu redor,
Mesmo quando pareço ter me modificado,
Mesmo quando estou feliz.
Ainda assim fica a porra da saudade,
Ainda sobra a palavra a me perceguir
Ainda o sentimento preso em meu peito por uma fíbula que não se solta.
Uma fíbula? Um alfinete, nada mais que isso, alfinete em palavra bonita aguçando em meu peito a dor da saudade.
Que porra! Que merda! Que vontade de nada dizer...
E quando me faltam palavras ainda sobra um palavrão: Caral...
Palavrão também é palavra, e é palavra em letra maiúscula que é para ficar claro o sentimento...
Palavrão poderia ser também amor e carinho, mas estas "palavrinhas" são ditas em sussurro no ouvido, não são largadas ao vento...
Quero largar as palavras ao vento... Quero gritar palavrões e não ser criticada por isso...
Quero esquecer a sensatez e me deixar encantar pela irresponsabilidade...
Quero...
Bem esquece o que eu quero...
Acho que eu mesma já me esqueci...

beijo, beijo, beijo
Gi.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Como matar a saudade...

Contei minutos de um dia que não passava nunca... Anciedade, saudade que explodia, expectativa.
Cheguei 20 min. antes como já era de se esperar, sentei e esperei.
Quando vi o carro, lembrei como se fosse ontem e levantei indo em sua direção.
Ela me viu e sorriu. E foi como se seu sorriso completasse os espaços vazios, como se não existisse uma lacuna de um ano a ser preenchida, como se fosse ontem...
Sentamos e conversamos. Sem intervalos, sem pausa para pensar no que seria dito. Uma conversa fluida como só os amigos são capazes de ter. Me pergunta que eu respondo, toca no assunto que desato a falar... Ri um pouco, se emociona... Segue em frente, muda de saco para mala... Papo continua...
Espio o relógio na esperança de que o tempo continuasse no ritmo do restante do dia, mas ele tirou o atraso... resolveu trabalhar quand o dia começava a ficar bom.
Carona pra casa, conheço a mãe dela com quem troquei mil mensagens durante o ano e as palavras ganham voz e movimento, continuo encantada.
Amo as amizades assim, simples, feitas de um entendimento nato, um entendimento que se encontra nos olhos e nos sorrisos antes de chegar as palavras.
O tempo passou rápido demais e entre todas as perguntas uma continua me precionando:
Como se mata a saudade?

sábado, 9 de outubro de 2010

saudade...

Queria escrever sobre um livro, uma música ou um CD. Queria escrever sobre qualquer coisa que estivesse ao lado, mas não dentro de mim. Escrever sobre banalidades como o clima o trânsito ou futebol. Só não queria escrever sobre o que se passa por aqui...
Estou cansada dos julgamentos, cansada mesmo, acredite. Não é da boca para fora.
Em minha boca os palavrões dançam, e as vezes me esforço em não deixá-los escapar...
Mas quer saber? Antes fora que lá dentro - Penso então com um dar de ombros mau-educado antes de deixá-los sair...
Merda, Droga, Ca... (bem este é feio demais para deixá-lo escrito por aqui)...
E em um sábado à tarde depois de devorar um sanduíche sozinha e deixar de lado o trabalho que deveria estar fazendo só posso pensar na saudade que tenho e na falta que me fazem os sorrisos que estão distantes...

Jaque, Déia, Marília e Moniquinha...
Saudade hoje dói.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sobre a infância




Hoje meu avô me enviou por e-mail, junto com outra foto de minha priminha, a fotografia acima onde somos eu (a garotinha loira) com minha irmã mais velha (garota maior) e meu tio (o japinha).
Ao ver a imagem, fui dominada por uma corrente de emoções e lembranças daquela época, das coisas que costumávamos fazer. Não que eu e minha irmã tenhamos sido grandes companheiras, infelizmente não foi assim, mas eu e meu tio? Bem éramos com certeza um grande time! Brincávamos tanto e por tanto tempo! Era como se o tempo que tínhamos juntos fosse sempre pouco e mesmo quando de noite nas férias, eu chorava de saudade da minha mãe na manhã seguinte tinha meu pequeno companheiro para brincar e esquecer.
Juntos nós brincamos de montar com joguinhos no chão da sala, corremos em volta de casa com um velho carrinho ou skate, brincamos de barbie e lhe fizemos roupas na máquina da minha avó enquanto ela dormia. Nós jogamos futebol, basquete, volei e qualquer outra coisa que tivéssemos vontade. Andamos com patins in line, bicicleta, bote e fusca. Crescemos brincando e nos divertindo muito, as brincadeiras mudaram e evoluiram conosco até um ponto em que já não brincávamos mais.
Nós mudamos muito com o passar do tempo. Tanto que teve uma época em que fiquei meses e meses sem vê-lo e até me acostumei com isso. Eu tinha meus compromissos com a faculdade, ele tinha suas coisas também.
Acho que é o tipo de distanciamento natural que a família impede que seja completo e tenho mesmo que agradecer por ser assim. Não é como se tivéssemos voltado a mesma amizade de 15 ou 20 anos atrás, mas somos amigos e o que vivemos como a dupla: Jijico e Gigica vai ficar para sempre guardado comigo em um cantinho especial do meu coração.
Meu tio hoje é um "homem de família" está um pouco mais sério, mas quando a família está reunida, em dias de festas ainda é possível encontrar o moleque brincando com os sobrinhos mais novos e fazendo todos rirem. Ele tem uma esposa, tia Aline, uma pessoa querida e engraçada que não entrou apenas para a família, mas para os nossos corações também.
Quando o vejo assim, feliz ao lado da pessoa que ele ama, penso em tudo que passou e percebo que mesmo que nosso caminho não seja o esperado pelos nossos pais o que importa é o fim e que ele seja realmente feliz.
Bem, acho que é isso. Hoje dividi com vocês um pouco da minha infância e lhes apresentei aquele que foi por um longo tempo, e quem sabe ainda o seja, o meu melhor e mais fiel amigo.
Ao "tio" Jean deixo meu carinho e sincero agradecimento por ter feito parte de uma infância verdadeiramente feliz.

beijo, beijo, beijo,
Gi.

Ps.: Se chegarem a ler, quero lembrar ao casal que ainda esperamos pela visita ao apê.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Saudade...

Hoje, depois de um tempo um pouco distante, ela bateu, com uma força maior (quem sabe fortalecida pelo tempo em que andei distraida) mais forte!
Saudade é uma coisa estranha e apesar da dor, acredito que sentí-la é apenas um sinal, a marca que levamos por amar alguém, sentir sua falta...
Minha mãe, meu bem mais precioso, motivo de um orgulho sem tamanho, razão pela qual me faço forte, e tento esquecer que estamos distantes...
Meu pai, com suas manias e birras, seu abraço mais forte que o mundo, seu sorriso protetor e seu jeito calado de dizer com os olhos que estará tudo bem...
Minha casa, pequena e feia com suas paredes coloridas e seu forro desgastado a gata brava pulando na cama de madrugada...
Minha cidade, com suas ruas largas, suas festas de igreja, suas pessoas interioranas e amistosas...
Meus amigos, que fazem parte de quem sou, com seus sorrisos descompromissados, seu carinho generoso, sua capacidade de estar sempre lá...
Minhas irmãs de sangue, meu irmão de coração. O moleque que conheci bebê e que esteve ao meu lado sempre, meus melhores e piores momentos como um irmão verdadeiro, criado em casa trocada, mas sempre perto, sempre comigo...
Minhas irmãs escolhidas, que dão o melhor abraço, aquele cheio de carinho... Que tem os olhos mais siceros e os corações mais puros...
Minhas amigas irmãs, que teêm suas vidas corridas, mas que me dão passagem, me abrem uma brecha, quando assim eu preciso, quando consigo estar lá...
Meu raio de sol, a escola em que cresci, que me deu meu primeiro emprego, que se tornou meu sonho, que faz parte de mim como nenhum outro lugar no mundo...
Todas estas saudades, completam a pessoa que sou, me mostram o que tenho, grifam o que jamais irei perder.
Estas saudades, me dizem que estou no caminho certo e que se fizer tudo direitinho, quando voltar para lá levarei comigo novas saudades. Da faculdade que iniciei, as novas amigas que fazem parte de meus dias, os lugares daqui que irão guardar a lembrança das cenas que tive, do que aqui conquistei...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sobre o final.

Estamos nos últimos dias antes de que tudo volte ao normal, e me pego fazendo uma retrospectiva do que passei.
O tempo que jogamos betes, as horas passadas vendo filmes, os passeios, as fotos, a presença constante de meus amigos.
Pensei muito sobre o que fiz e as conversas que tive. Os abraços que troquei e os sorrisos que me foram arracados do rosto. Cada momento guardado com carinho para ser visitado mais tarde quando a saudade bater. E hoje eu os visitei.
Contando aos amigos daqui sobre o que fiz, do carro cheio de lama aos salgadinhos com torta que comi enquanto ouvia minha amiga contar sobre seus dias e seu filhinho brincar na cama elástica.

Quando as férias chegarem novamente, serão os dias de aula que me darão assunto para conversar e farão com que meu sentimento seja mais uma vez, saudade.

beijo, beijo, beijo...
Gi.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Amizade

Não tem como saber de tudo. Você se preocupa, sorri das piadas e brinca, mas saber tudo ou até mesmo fingir que sabe como no texto de Luiz Fernando Veríssimo só pode trazer confusão.
A verdade é que estamos sempre sendo analisados e não há como saber o resultado disso.
Mais um texto sobre férias. Sabe como é, aqueles dias que eu espero aciosamente durante 6 meses. Ir para casa, abraçar a família, ver filmes com a galera rever os amigos.
Acho que fiz tudo isso... Um pouco mais.
Eu estava com saudade. Desde que me mudei aprendi muita coisa e uma delas é que não tenho mais como fugir dela.
Mas voltar pra lá é sempre uma festa e eu preciso destes dias. Simplesmente acho que não posso viver sem a perspectiva de tê-los.
Achava estranho e triste sentir falta de meus tempos de faculdade, das pessoas especiais que fizeram parte daqueles dias, das coisas simples que fazíamos juntos.
Descobri que não sou a única e fiquei feliz por isso. Eu não quero viver do passado, nem acho que seja possível, mas é bom olhar pra ele e ver que fizemos algo de certo e que a colega que me deu carona no meu primeiro dia de aula, continua sendo uma das minhas melhores e mais queridas amigas. Saber que é recíproco, que você não é a única a sentir falta de falar bobagem, ter um papo cabeça ou simplesmente conversar como fizeram por tanto tempo.
Amo meus amigos, amo o tempo que passamos juntos, amo as lembranças que trago comigo, amo as coisas que ainda vamos fazer!

Soltar os sapos presos para alguma aula (x).

beijo, beijo, beijo...
Gi.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A máquina

Eu tinha mais ou menos 8 anos e minha mãe a comprou.
Símbolo da sofisticação no final da década de oiteinta.
A máquina Olivetti em sua capa cinza, a sensação do momento.
Perdi a conta do número de trabalhos que desenvolvi nela.
Catando as letras com uma determinação ferrada.
Minha letra era horrível, mas as dela perfeitamente desenhadas.
A máquina Olivetti cinza em sua maleta de mesma cor...
Saudades do som das teclas, do corretivo, da portabilidade, do enroscar de fita...
Saudades de ser uma criança preocupada com a estética e o status de um trabalho batido à maquina.
Saudades...

beijo, beijo, beijo...
Gi.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Só quatro

Pensei em um dado momento que deixar de escrever aliviasse meu sentir.
Sentada em minha cama com o terceiro livro nas mãos, revezando entre o aperto e o choro, sentindo mais saudades do que gostaria de demonstrar, percebi que não. Não existe remédio que cure o que sinto, estar viva significa rir e chorar, sentir e deixar que sintam, abrigar-se em um lugar seguro e respeitar o silêncio.
Eram quatro as garotas da história, quatro histórias que se fundiam, quatro seres unidos pelos laços da amizade. Percebi que é este o número e me peguei pensando em como a história se repetia. Minha irmã fazia parte de um quarteto, eu fui parte de um, hoje me sinto ligada em outro do qual sinto saudades, minha mãe e suas amigas de colégio.
Mulheres que se unem em quartetos completando umas as outras dividindo o peso, somando e diminuido do mesmo número, chegando sempre ao mesmo resultado.
Os olhos dizem que são apenas quatro, a alma contabiliza um infinidade de possibilidades.

beijo, beijo, beijo... + 1 para dar 4: Beijo.
Gi.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eu espero

Espero que seja uma fase e passe tão logo me acalme;
Espero que seja rápida e que não deixe vestígios de sua passagem;
Espero que pare de doer,
Espero que o tempo melhore,
Espero que hoje seja melhor que ontem e amanhã melhor do que hoje.
Espero estar errada,
Espero descobrir o erro,
Espero não chorar quando o dia terminar.
Espero não ter mais medo e que a angústia evapore,
Espero descobrir que o buraco não é tão fundo,
Espero que com o novo dia venha uma nova esperança e que ela não se apague quando a noite chegar.
Espero dormir bem,
Espero ser forte,
Espero o abraço,
Espero aprender com a saudade.
Só espero parar de esperar,
Espero o movimento que me mantinha feliz e a felicidade que me mantinha em movimento.
Não espero pelo fim, apenas por um novo começo.

beijo, beijo, beijo...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Esse garoto...

É raro vê-lo chorar, fazer manha então, não é a dele.
O garoto é cheio de risos,
Seus olhos brilham de uma alegria que não sei explicar.
Pra ele está tudo bem.
É timão como a vó, mesmo que apenas para ganhar presentes.
Brinca de "Fodo" (Frodo) com seu anel na correntinha,
Pula no colo do avô esperando sempre que seus braços sejam sempre fortes para suportá-lo.
O garoto corre para todo lado, beija e abraça as pessoas que ama.
Ele não vai para a rua, e também entende quando dizemos que não.
Queria a almofadinha do corintians, mas ganhou um uniforme novo e brincou com ele o resto do dia.
O garoto tem um sorriso fácil, e quem sabe ele seja como todos os outros garotos, mas eu o amo e isso faz com que para mim ele seja sempre especial.

beijo, beijo, beijo...

p.s. Olha a foto e diz que não se apaixonou pelo sorriso.

sábado, 26 de setembro de 2009

Passando as lembranças

Os olhos passam as imagens,
Na mente passam as lembranças.
As fotos trocam de mãos...
Rostos que fizeram parte de uma época,
Uniforme do qual me orgulhei durante tantos anos.
Revirando a caixa de recordações,
Revirando sentimentos, alegrias, histórias...
Se o tempo voltasse e a chance de mudar me apresentasse;
Mais uma vez cheia de respeito, eu estufaria o peito;
Vestiria com orgulho a camisa e com os olhos cheios de alegria:
- Sempre Alerta!

A gente é o que é...

beijo, beijo, beijo...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Saudade

Saudade?
Quem dera fosse apenas palavra;
Que eu surda, não pudesse ouvir...
E também ela poderia ser apenas cantiga;
Que meus lábios vedados não pudessem proferir...
Poderia sim ser apenas um jogo;
O nome de um esporte qualquer...
Tinha mesmo que saudade ser sentimento?
Sentimento de oco, vazio, perdido?
Saudade de quem espera,
Saudade de quem tenta regressar,
Saudade de quem não mais irá voltar...
Saudade é a marca deixada,
Saudade é ferida que o tempo não cura,
Saudade de amigo,
Saudade de amor...
Quem dera saudade não existisse;
Mas como então definir a falta?
A saudade do que já passou?
Não importa o nome...
Se saudade se chamasse alegria...
Ainda assim em meu peito, ela doeria...

beijo, beijo, beijo...
saudade...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Made in china

Ela está do outro lado do mundo, mas sinto sua prensença divertida aqui comigo.

China, Coréia, Tailândia...

Seu lugar é aqui e está sempre em meu peito.
Meu coração lhe acolhe,
Minhas lembranças te mantém perto.

Piminha, te adoro!

beijo, beijo, beijo...