quinta-feira, 24 de março de 2011

Quando tudo está estranho...

Lave a sacada!
É, foi o que acabei de fazer... Porque hoje parece que o tempo não passa. Minha única tarde livre e eu tinha que lavar roupas, voltei de ônibus do centro, mas a lavanderia estava ocupada, esperei... um pouco mais...
Roupas na máquina, parece que falta alguma coisa além da letra que o teclado comeu... O apê tá uma bagunça... internet procurar o texto que o professor ficou de publicar... Nada! TV não passa nada que preste, o apê continua bagunçado...
Odeio limpar a casa, odeio ficar esperando, bora pegar a vassoura... varre, arrasta, tira do lugar, leva o lixo pra baixo, encontra vestígios de um apartamento ao tirar a poeira... Que gracinha, minha irmã não encontrou o lixeiro e jogou o papel picado sobre a prancheta que tá uma bagunça... Tirei de lá e por pirraça joguei na mesa dela...
Balde de água na sacada, pendurar a roupa, guardar os pares de calçado que estão espalhados... Esfregar a sacada... UFA! Ainda São 15:30h dá tempo de organizar minha "pequena" baguncinha sobre a prancheta de desenho. Se tudo estiver no lugar quem sabe eu me inspire a fazer alguma arte no final de semana.

beijo, beijo, beijo
Gi

segunda-feira, 21 de março de 2011

perdido

Olhando ao redor procuro um bom motivo para escrever.
Não sei se me faltam palavras, se foi o sentimento que se distanciou, ou apenas eu que cansei de mim.
Os intervalos se tornam cada vez mais longos, grande é a demora em ter vontade de colocar palavras.

O que acontece em meu ser para que as palavras tenham me abandonado?

beijo, beijo, beijo...
Gi.

Se eu dizer que acredito em fadas (e meu ser infantil ainda acredita), será que uma delas devolve-me o que parece estar perdido?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sobre revelações que já não são novidade... Ou não...

Milhões de coisas que sinto, vejo e desejo, mas não costumo dizer.
Algumas por insegurança, outras porque o tempo passou... Outras ainda, por que já se acabou.
Digo sem problemas que não gosto de sertanejo universitário, funk e pagode, mas não conto o que gosto. Quase não coloco minha música no som alto e as vezes fecho os olhos para melhor ouvir.
Não digo sobre como falo sozinha quando caminho fechada em meus pensamentos.
Não conto a todos sobre alguns títulos que li, nem costumo falar que minha comida preferida é arroz. Sim, arroz temperado, com batatas e qualquer outra coisa que meu pai colocar na panela.
Não costumo dizer sobre os momentos negros (ok, existem excessões), e nunca contei a ninguém sobre como meu 12º aniversário me marcou. Acho que nunca falei sobre aquele dia...
Não costumo dizer que brincava sozinha em boa parte do tempo e que não gostava de ir à escola ainda no ginásio (não sei mesmo o que me fez continuar). Não tenho orgulho de ter pensado em desistir no ensino médio.
Quase não conto que sou covarde, escondo minha covardia entre camadas finas de sarcasmo e ironias.
Brinco sobre meu excesso de peso, mas me incomodo com isso.
Fico calada quando não tenho nada a dizer, me culpo por não ser como minha família gostaria e as vezes penso (erroneamente) que poderia mudar.
Não tenho idéias de porque não gosto de flores. Nada contra sua delicadeza, mas não combina, não com a máscara e carapaça que construi. Não com o que há por fora, não com a expressão que me define.
Sobre cor de rosa? Me lembra a barbie e passei disso a muito tempo. As outras cores? bem, na maioria das vezes, eu gosto delas.
Sou ranzinza, chata e patética, mas existem lá uns poucos loucos que ainda assim gostam de mim.
Amei minha profissão nos dois anos em que a exerci, mas já não sei se um dia voltarei.
Demorei a aprender a ler (comparando com minha irmã mais jovem), mas quando aprendi viciei.
Tinha pavor de arrancar dentes de leite, mas era apaixonada pelos olhos (única parte que eu podia ver com a máscara) de meu dentista (eu tinha cinco anos).
Tive muito medo de perder minha mãe, e mesmo que hoje esteja tudo bem, esse ainda é meu pior pesadelo.
Tenho por meus amigos um amor incondicional, mas sei que eles podem me machucar, sei que eu posso machucá-los...
Gosto do meu trabalho, mas tenho "frios na barriga" mesmo quando está tudo bem.
Respeito as pessoas porque meus pais me ensinaram, a velhice me incomoda, e quando tinha seis anos não existia nada no mundo que eu amasse mais do que ir à chácara com meu pai... Uma pena que isso tenha mudado, gostaria de ainda gostar, mas mudei e hoje passo mais tempo namorando a idéia do que lhe fazendo companhia.
Me acostumei a discutir com minha irmã mais velha, a amo em toda a sua glória. Acredito que seja a mais bela mulher do mundo, mas ainda tenho medo de que seja uma vampira disfarçada. Ela jamais envelhecerá.
Odeio boatos, os odeio assim como odeio preconceitos e me incomoda que meus pais não gostem de tatuagens. Minha tatuagem é a marca de um sonho, a marca da rebeldia, a marca de algo que eu simplesmente tinha que fazer, e quer saber? Existe outra em meus planos...
Me apaixono facilmente pela inteligência, por sorrisos e olhos pequenos. A superficialidade me faz deixar de gostar com a mesma facilidade.
Entre todas as pessoas no mundo, amo conversar com meu tio, entre todas as casas do mundo é o sobrado da tia Jô o mais aconchegante, entre muitos abraços: minha mãe, meu pai, minhas irmãs, minha tia, meu tio, meu irmão de coração.

O mais belo sorriso tímido pertence a minha afilhada que é tão bela quanto o apelido, o mais belo sorriso malandro ao garoto que atende sobre a alcunha de Guto.
Amo os livros de Marc Levy, Meg Cabot e Sarah Manson. Gosto de Dan Brown, e adoro história com espadas e dragões da mesma forma como amo poesia.
Passo boa parte do tempo presa em um mundo de fantasia em que tudo é possível. Adorava os filmes com a Lidsay Lohan e ainda escuto as músicas (opa, falei!), 007 era melhor com o Sean Connery (não contem a minha mãe) Roberto Carlos até é rei, Xuxa será sempre rainha (não me incomoda o que tnha sido antes), mas Pelé me deixa em dúvida. No esporte fui fã de Branca e Magic Paula, mas hoje não sei o que é feito delas. Babo pelos ombros do Will Smith (e todo o resto também), adoro fotografia PB, vejo poesia onde ninguém vê.
Tenho medo de bebês, mesmo que muitos acreditem que é brincadeira. Eles babam, choram e conseguem tirar meu coração do lugar de desespero por não poder ajudá-los.
Fiquei assumidamente nervosa ao andar de avião.
Não revelei nem metade, mas sinto-me bem mais leve agora.

beijo, beijo, beijo...
Gi.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sobre blogs

Estava agora, navegando meio sem destino entre um texto e outro, tentando me atualizar em assuntos relevantes ao meu trabalho, quando um pensamento me veio a cabeça"hoje em dia, todo mundo tem um blog. O que era brincadeira de adolescentes se tornou meio de se autopromover, e não vou me fazer de hipócrita, eu tenho aproveitado isso. Na crista da onda os blogs viraram fontes de informação (nem todas válidas) e empregos (opa! não é que me encaixo nesta categoria?) Pois é, eu fui uma adolescente com um maldito fotolog e hoje além deste, escrevo para mais dois "diários" virtuais.
Meu trabalho me distanciou um pouco daqui, mas vez ou outra eu apareço com uma frase ou um pensamento (como este) que não me leva a lugar algum.

Deixo aqui os endereços, para que vcs possam ver o que tenho feito em minhas tardes de trabalho:

http://www.imagining.com.br/blog/ - Imagining
http://noirstudio.com.br/blognoir/ - Noir Studio

beijo, beijo, beijo
Gi.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Quando o sol se apaga


Quando o sol se apaga, procura às cegas pelo interruptor...
São segundos de agonia antes que tudo se ilumine...

Beijo, beijo, beijo
Gi.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Chegou ao seu destino!


Minha amiga Bela acaba de me avisar que o "Descobrindo Ariéte" atravessou o oceano. Está em Porgutal, agora é só fazer votos de que ela o aprecie...

beijo, beijo, beijo...

terça-feira, 1 de março de 2011

Tem vezes que me animo, outras me decepciono...
Hoje tive um pouco dos dois...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sem uma parte de mim...

15 dias sem meu notebook, eu sem uma parte de mim.
Escrevendo em papéis que encontro, emprestando o note da jeh para me atualizar...
Eita, que falta que meu pequeno me faz...

beijo, beijo, beijo...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sobre se descobrir...

Eu fazia contas.
Ainda pequena faltando-me dentes, eu fazia contas.
Quando todos contavam, os números me rodeavam e eu, fazia contas.
Fiz contas na faculdade, mudei de curso e continuei a fazê-las.
Fazia contas quando caminhava e a tabuada de quatro era a que mais gostava.
4,8,12,16,20,24,28,32,36,40... 4,4,4,4,4.... Nao sei, so fazia contas...
Depois vieram as porcentagens e ainda com a cabeça nos números, eu fazia contas...

É, eu fazia contas...
Já não faço mais...

Engraçado como o mundo da voltas e nos leva a lugares que não imaginamos, contra tudo o que eu pensava, contra o que eu acreditava ser capaz, descobri que sim, eu gosto de fazer contas, mas não como antes. Faço contas das páginas que escrevi, contabilizo os textos que foram publicados por ai, calculo a quantidade de imagens que vou fazer antes de chegar ao que eu queria. Minha vida mudou e eu mudei com ela. Acredito em coisas que não acreditava e sou feliz fazendo o que jamais imaginei fazer, ou quem sabe, tenha me acompanhado silenciosamente desde que ganhei a câmera compacta aos treze anos. Os treze anos em que também encuquei em escrever um livro. Hoje vejo que não quero mais fazer contas, que o 4 e só mais um número, e que sou muito mais feliz.
Difícil é calcular o que me pedem, e ser feliz no frio mundo dos números. Quero as palavras, quentes... cálidas. Palavras que traduzem pensamentos, contam histórias e nos levam a viajar.


Eu fazia contas...

beijo, beijo, beijo
Gi.


Vista da sacada

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fotinhos

Sábado foi dia de fotografar um pouquinho...
Engraçado como adorava clicar e agora me limito a dias programados, difícil começar, quase impossível parar...
O resultado segue na barra ao lado:

beijo, beijo, beijo
Gi.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Partiu para Portugal

Postado hoje, meu filhinho partiu para Portugal.
Presente à uma amiga querida que mesmo distante, toca-me com suas palavras...
Algo que eu deveria ter feito antes, mas fui deixando, e deixando...
Bem, partiu, chega em mais ou menos 10 dias e espero que ela goste.

beijo, beijo, beijo
à amiga bela em especial

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Sobre o que ficou no passado...

É engraçado como sempre penso que deixei no passado, mas as lembranças vivem a me seguir. Um uniforme azul do outro lado da rua, as palavras que foram repetidas entusiasmadamente, o símbolo tatuado em quem não perdeu o amor. Estopins em uma mente cheia de lembranças, trazem a tona histórias que eu pensava já ter esquecido. Com as lembranças vem a vontade de voltar, de aventurar-me com amigos que se tornaram irmãos e que agora, assim como eu, já não estão lá.
A vida levou cada um de nós a um lugar diferente, separou-nos, tirou de nós o que nos fazia invencíveis e assustadoramente imprevissíveis. Como era bom sentar ao redor do fogo, o fogo que poderia ser nosso único símbolo pois em sua presença éramos mais fortes, seguros e inegavelmente, mais irmãos.
Ao lado destes imãos vivi grandes aventuras, ao lado deles me emocionei, ao lado deles me deixei fraquejar.
Não foi apenas o tempo que nos levou, foram também as palavras, a vida demasiada cheia, vivida em um dose grande demais para nossos lábios. Nos apaixonamos, brigamos, nos separamos e voltamos a nos encontrar. Algumas pessoas que me foram caras hoje já nem lembram mais de mim, outras parecem manter aquele olhar que tinham em uma época em que eu sabia o que dizer e como fazê-lo.
Lembro de brigar por minha tropa, dos que ficaram ao meu lado quando o punhal veio de um lugar inesperado, da cicatriz que ainda queima...
Tantas, tantas histórias... Elas parecem jamais se apagar, saídas de um passado próximo, assombrando-me em um sábado solitário...
Queria uma história de Delta para o que sinto agora...

Beijo, beijo, beijo...
Em especial aqueles amigos que jamais me deixaram sozinha.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

Fui ao cinema na terça... É, me demorei para postar. Uma demora premeditada, pra não ser precipitada e escrever com as palavras certas o indescritivel.
A fotografia é perfeita, tão perfeita quanto desejava ser a bailarina atormentada a quem Natalie Portman dá vida. Natalie também não deixa espaço para dúvidas quanto a sua atuação, "é angustiante" foram as palavras de minha maninha que de verdade não curtiu...
Mas eu?
Bem fiquei extasiada com a poesia. Poesia de imagens, falas e formas... Poesia pura e visceral...
Minha mãe diz que meu gosto é estranho, tenho esta intimidade com a insanidade infeliz, gosto quando o que vejo arranca-me mais que apenas risadas.
As cores marcam as mudanças quase imperceptíveis da personagem que inicia clara como o cisne branco e termina atormentada pelo seu oposto.
Ainda estou impressionada pela beleza e por via das dúvidas, para não perder a chance, sábado volto lá e vejo novamete...

Attack, attack, attack...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A lista

(Oswaldo Montenegro)
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você


Por hoje é só, estou reflectiva e introspectiva demais até mesmo para escrever.

beijo, beijo, beijo
Gi

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Bem assim...

Bem assim, sem tirar nem por, sem optar em ser diferente...
Diferente?
Um fio de cabelo que cai, uma idéia que se torna obsoleta, uma palavra que deixei de escrever.
Egocêntrica, egoísta...
Tome um trago da minha boa vontade,
Aqueça-se no meu carinho e abandone-me ao amanhecer.
E faça-o sem dó, por que eu sem dó o farei.

beijo, beijo, beijo