Um novo recomeço, ou apenas o caminho abrindo-se a frente?
Um novo desafio, ou apenas o mesmo tomando proporções maiores?
Eu traço planos, mas evito metas. Eu sonho com os pés no chão e as vezes me arrependo por não saber sonhar de outra forma.
Eu fechei os olhos por um longo tempo e antes disso apenas fingia tê-los aberto.
As coisas mudam e eu espero estar a altura das mudanças...
Eu me esqueço como é pedir, eu levanto a cabeça e continuo , com a certeza de que ainda preciso agradecer.
É, novos desafios iniciando por aqui...
beijo, beijo, beijo
terça-feira, 20 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Mulheres Possíveis
Não é muito meu estilo, mas vou por cá um texto de outra pessoa...
Só porque encontrei uma explicação para minha decisão de fazer mais por mim este ano e ter tempo de fazê-lo...
‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou:
trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana – e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer umtrabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga.
Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante’.
Texto da Martha Medeiros publicado na Revista do O Globo
Texto da Martha Medeiros publicado na Revista do O Globo
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
...
E eu desvio a verdade para não lhe fazer mal.
Eu escondo meus sentimentos, tenho-os tão profundamente enterrados que já não sei mais se um dia serei capaz de recuperá-los.
Compactuo de uma mentira que não acredito, me fecho.
Deus! Tenho estado em pedaços por você e mesmo assim sei que não será o suficiente, nunca é.
Queres sempre mais e eu sinto que já não sou capaz de lhe prover.
Estou cansada e minhas palavras têm sido de desabafo, mesmo que sejam pela metade.
Eu preciso de silêncio,
Eu preciso de paz...
Eu escondo meus sentimentos, tenho-os tão profundamente enterrados que já não sei mais se um dia serei capaz de recuperá-los.
Compactuo de uma mentira que não acredito, me fecho.
Deus! Tenho estado em pedaços por você e mesmo assim sei que não será o suficiente, nunca é.
Queres sempre mais e eu sinto que já não sou capaz de lhe prover.
Estou cansada e minhas palavras têm sido de desabafo, mesmo que sejam pela metade.
Eu preciso de silêncio,
Eu preciso de paz...
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Sobre continuar...
E dizem por aí que é o certo a fazer, então você continua caminhando.
E gosta de acreditar, que se trocar passos com a rapidez necessária, os dias se tornarão borrões que passam ao seu lado, mas não podem ser identificados.
Eu já estive neste lugar?
Já passei por este caminho?
Rápido demais... Sempre rápido demais...
Ninguém deseja lembrar dos precipícios, das quedas e das derrotas.
Bom é o sabor da vitória, bom é continuar, seguir em frente e acreditar que aquele borrão é parte da vida de outra pessoa, que você jamais irá pisar naquele lugar.
Então, quando avista um ponto conhecido, uma mancha que já viu em outro passeio, você pisca os olhos rapidamente e caminha. Você deseja ter asas nos pés para ir mais rápido, para continuar caminhando sem dar importância... Você sente as dores causadas pela caminhada, a sede que o exercício causa, você sente todo o desconforto de um corpo cansado, mas continua a caminhar.
Mais rápido! Mais, mais, mais veloz!
Espera voltar a ver uma boa parada, espera pelo espaço ensolarado, espera voltar a se encontrar... Porque em algum ponto desta viajem sombria, deixaste a sua alma e tem sido difícil de encontrar.
Você tem medo. Medo de olhar com atenção e revelar seu deserto, medo de perder-se entre areia e calor, medo de deixar-se levar pela loucura, de apegar-se a miragens. Você tem medo cada vez que reconhece o lugar, mas continua a caminhar. Fecha os olhos, aperta uma lágrima e continua...
Quantos quilômetros já percorreu?
Quantos lugares já visitou?
De quantos abismos já se jogou?
Rápido demais... Sempre rápido demais...
Uma lágrima,
Um suspiro,
Um delírio...
E gosta de acreditar, que se trocar passos com a rapidez necessária, os dias se tornarão borrões que passam ao seu lado, mas não podem ser identificados.
Eu já estive neste lugar?
Já passei por este caminho?
Rápido demais... Sempre rápido demais...
Ninguém deseja lembrar dos precipícios, das quedas e das derrotas.
Bom é o sabor da vitória, bom é continuar, seguir em frente e acreditar que aquele borrão é parte da vida de outra pessoa, que você jamais irá pisar naquele lugar.
Então, quando avista um ponto conhecido, uma mancha que já viu em outro passeio, você pisca os olhos rapidamente e caminha. Você deseja ter asas nos pés para ir mais rápido, para continuar caminhando sem dar importância... Você sente as dores causadas pela caminhada, a sede que o exercício causa, você sente todo o desconforto de um corpo cansado, mas continua a caminhar.
Mais rápido! Mais, mais, mais veloz!
Espera voltar a ver uma boa parada, espera pelo espaço ensolarado, espera voltar a se encontrar... Porque em algum ponto desta viajem sombria, deixaste a sua alma e tem sido difícil de encontrar.
Você tem medo. Medo de olhar com atenção e revelar seu deserto, medo de perder-se entre areia e calor, medo de deixar-se levar pela loucura, de apegar-se a miragens. Você tem medo cada vez que reconhece o lugar, mas continua a caminhar. Fecha os olhos, aperta uma lágrima e continua...
Quantos quilômetros já percorreu?
Quantos lugares já visitou?
De quantos abismos já se jogou?
Rápido demais... Sempre rápido demais...
Uma lágrima,
Um suspiro,
Um delírio...
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
...
E nestes dias, mesmo que tenha tempo, ainda assim me falta a vontade de escrever.
Tenho medo de vir à estas páginas apenas para deixar fluir a revolta que por vezes me consome...
Melhor ficar calada.
Tenho medo de vir à estas páginas apenas para deixar fluir a revolta que por vezes me consome...
Melhor ficar calada.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Mais uma história de amor...
Fazia muito tempo que o choro não lhe incomodava, não se fazia presente, mas naquele dia, depois de uma taça de vinho e a expectativa de vê-lo novamente. Depois que as horas passaram lentamente no relógio, depois de adormecer e acordar no mesmo sofá, de ter sobre seus joelhos a manta, que um dia abrigou os sonhos divididos, depois de subir as escadas em direção ao quarto, depois de desistir da camisola de seda e optar pela velha camiseta de malha, sentou sobre os lençóis recentemente trocados e chorou.
Não chorou pela noite tão bem planejada que agora parecia perdida, mas pelos anos que perdeu antes daquela noite. Chorou pelos sonhos não vividos, pelas vezes que deixou de fazer algo que desejava para estar ao seu lado, pelos cafés da manhã nunca compartilhados.
Chorou pela certeza do que, apesar de óbvio aos outros olhos, lhe parecia tão impossível. Chorou por ter levado tanto tempo para entender.
Não haviam mais amigas para ligar em uma hora como aquela, não quando todas as suas amigas acharam o fato de envolver-se com ele tão ultrajante... Mas elas não entendiam...
A família também já estava distante e as últimas palavras do pai foram "isto é uma vergonha!"
Ela nunca tinha se sentido envergonhada por amar, mas sentia-se naquele momento. Vergonha não pelo sentimento, mas pela situação a que foi levada a viver.
E a descoberta que a princípio era aterradora, foi tornando-se mais leve, como se as lágrimas empurrassem para longe o sentimento ruim, enquanto outro se acendia. Sentiu-se liberta pera jogar no lixo as coisas que lhe lembravam de sua história, deixando apenas o bilhete no espelho que lhe desejava um bom dia, mas parecia apenas mais uma desculpa. Ele ficaria ali como uma lembrança do que não deveria suportar.
Seus olhos passaram do bilhete ao reflexo que a observava com olhos grandes e vermelhos.
Aquela era uma história de amor, uma história que não seria dividida, mas vivida. Seu coração bateu um pouco mais forte, um sorriso que a muito tempo não via, se desenhou em seu rosto e ela se viu, pela primeira vez, apaixonada pela pessoa que o espelho lhe revelava.
beijo, beijo, beijo
Não chorou pela noite tão bem planejada que agora parecia perdida, mas pelos anos que perdeu antes daquela noite. Chorou pelos sonhos não vividos, pelas vezes que deixou de fazer algo que desejava para estar ao seu lado, pelos cafés da manhã nunca compartilhados.
Chorou pela certeza do que, apesar de óbvio aos outros olhos, lhe parecia tão impossível. Chorou por ter levado tanto tempo para entender.
Não haviam mais amigas para ligar em uma hora como aquela, não quando todas as suas amigas acharam o fato de envolver-se com ele tão ultrajante... Mas elas não entendiam...
A família também já estava distante e as últimas palavras do pai foram "isto é uma vergonha!"
Ela nunca tinha se sentido envergonhada por amar, mas sentia-se naquele momento. Vergonha não pelo sentimento, mas pela situação a que foi levada a viver.
E a descoberta que a princípio era aterradora, foi tornando-se mais leve, como se as lágrimas empurrassem para longe o sentimento ruim, enquanto outro se acendia. Sentiu-se liberta pera jogar no lixo as coisas que lhe lembravam de sua história, deixando apenas o bilhete no espelho que lhe desejava um bom dia, mas parecia apenas mais uma desculpa. Ele ficaria ali como uma lembrança do que não deveria suportar.
Seus olhos passaram do bilhete ao reflexo que a observava com olhos grandes e vermelhos.
Aquela era uma história de amor, uma história que não seria dividida, mas vivida. Seu coração bateu um pouco mais forte, um sorriso que a muito tempo não via, se desenhou em seu rosto e ela se viu, pela primeira vez, apaixonada pela pessoa que o espelho lhe revelava.
beijo, beijo, beijo
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Eu...
Andei, ainda ando... Meio cansada de olhar para o lado,
De preocupar-me com o que estão sentindo, de deixar meus ombros úmidos com lágrimas alheias.
Ando sentindo-me meio soterrada pelos problemas alheios, reavaliando até aonde deve ir a amizade, o carinho...
Penso que talvez... Bem, apenas talvez, esteja na hora de cuidar mais de mim, de pensar mais em mim...
E é controverso como este pensamento me faz sentir tão egoísta e pobre, mas também faz com que me sinta mais com meu destino nas mãos. Como se deixar de lado o peso pudesse me fazer caminhar com mais disposição.
E não é como se eu estivesse virando as costas as pessoas que amo, apenas quero dar mais valor a quem sou, as coisas que desejo, ao que preciso...
As coisas estão mudando e quem sabe não seja o melhor para todos, mas penso que pode ser melhor para mim...
Me desculpem se o anuncio lhes causa decepção ou tristeza...
E quem sabe a atitude seja equivocada, mas só terei certeza se tentar pelo menos uma vez...
A palavra do dia: EU!
De preocupar-me com o que estão sentindo, de deixar meus ombros úmidos com lágrimas alheias.
Ando sentindo-me meio soterrada pelos problemas alheios, reavaliando até aonde deve ir a amizade, o carinho...
Penso que talvez... Bem, apenas talvez, esteja na hora de cuidar mais de mim, de pensar mais em mim...
E é controverso como este pensamento me faz sentir tão egoísta e pobre, mas também faz com que me sinta mais com meu destino nas mãos. Como se deixar de lado o peso pudesse me fazer caminhar com mais disposição.
E não é como se eu estivesse virando as costas as pessoas que amo, apenas quero dar mais valor a quem sou, as coisas que desejo, ao que preciso...
As coisas estão mudando e quem sabe não seja o melhor para todos, mas penso que pode ser melhor para mim...
Me desculpem se o anuncio lhes causa decepção ou tristeza...
E quem sabe a atitude seja equivocada, mas só terei certeza se tentar pelo menos uma vez...
A palavra do dia: EU!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
No Homoliteratus...
Escreveu no Homoliteratus e eu que andava sem inspiração fui despertada.
A Tai tem bem este dom de me fazer querer ler, consumir livros que antes nem tinha ouvido falar.
E admito, tenho tido pouca vontade de ler... Deve ser uma fase... Eu espero que seja... Ou é o maldito livro, que apesar de bom, eu não consigo me livrar... Pesa sobre minha cabeça e arrasta-se...
Mas não era este meu plano, quero falar de poesia, do que nela me encanta, dos putos sentimentos, da deliciosa euforia... Da poesia de ritmo quente e rápido, que parece pular peito afora desvendando segredos, revelando desejos. Poesia debochada, desvairada e louca em que a língua parece uma chibata pronta para executar, mas também é a seda suave que irá cobrir a pele machucada. Gosto da poesia a ser declamada na tranquilidade de um belo amanhecer, a poesia a ser despejada por lábios bêbados de álcool e calor, poesia a ser dita aos pedaços por amigos que buscam dar consolo, poesia a ser sussurrada no ouvido para realçar o romance.
Gosto de poesia dura, pura, poesia descarada ou puritana, poesia que seja bela, mesmo quando beire o vulgar. Poesia pra mim tem de ter ritmo. Forte ou suave, calmo ou arrebatador...
Não é necessário que seja métrica e profunda, mas que traga consigo o prazer de me fazer sentir.
Que seja lágrima,
Que seja o riso sereno,
Que seja paixão,
Que seja de alguma forma, poesia.
Uma batida,
Duas,
Três pancadas de um coração desperto.
A Tai tem bem este dom de me fazer querer ler, consumir livros que antes nem tinha ouvido falar.
E admito, tenho tido pouca vontade de ler... Deve ser uma fase... Eu espero que seja... Ou é o maldito livro, que apesar de bom, eu não consigo me livrar... Pesa sobre minha cabeça e arrasta-se...
Mas não era este meu plano, quero falar de poesia, do que nela me encanta, dos putos sentimentos, da deliciosa euforia... Da poesia de ritmo quente e rápido, que parece pular peito afora desvendando segredos, revelando desejos. Poesia debochada, desvairada e louca em que a língua parece uma chibata pronta para executar, mas também é a seda suave que irá cobrir a pele machucada. Gosto da poesia a ser declamada na tranquilidade de um belo amanhecer, a poesia a ser despejada por lábios bêbados de álcool e calor, poesia a ser dita aos pedaços por amigos que buscam dar consolo, poesia a ser sussurrada no ouvido para realçar o romance.
Gosto de poesia dura, pura, poesia descarada ou puritana, poesia que seja bela, mesmo quando beire o vulgar. Poesia pra mim tem de ter ritmo. Forte ou suave, calmo ou arrebatador...
Não é necessário que seja métrica e profunda, mas que traga consigo o prazer de me fazer sentir.
Que seja lágrima,
Que seja o riso sereno,
Que seja paixão,
Que seja de alguma forma, poesia.
Uma batida,
Duas,
Três pancadas de um coração desperto.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Só porque há momentos...
... Em que me sinto demasiadamente cheia da palhaçada que parece ser isso tudo.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Egoísta e incapaz...
E depois de tudo, ainda ousou esperar que sorrisse, que apoiasse, que se deixasse tocar.
Era dela o coração de gelo, lhe pertencia a falta de carinho, era ela a desprovida de calor.
Que lhe importa o tempo? Que lhe importa a dor? Que lhe importa se recusou a aceitar?
E pensar que ela até tentou, pensar que por vezes ela esforçou-se em ser suporte, que mesmo quando o coração lhe negava a compreensão, renegou o sentimento e o medo para focar-se em ser apenas alicerce.
Agora era injusta e fria. Agora o silêncio se sobrepunha as palavras...
Agora era egoísta e incapaz...
E engolia as palavras com gosto de fel se recusando a pronunciá-las, uma recusa calada de machucar.
Que lhe queimasse a garganta, que lhe "fodesse" a alma corrompida e triste.
Que continuasse a sorrir amarelo enquanto deixava escapar uma piada infeliz...
E continuaria a se sentir traída, continuaria a pensar que em algum momento fizera algo de errado, que havia um ponto, uma vírgula, algo que colocara fora do lugar...
Era egoísta e incapaz...
Apenas isso, a única definição aplicável ao lamentável ser.
beijo,beijo, beijo
Era dela o coração de gelo, lhe pertencia a falta de carinho, era ela a desprovida de calor.
Que lhe importa o tempo? Que lhe importa a dor? Que lhe importa se recusou a aceitar?
E pensar que ela até tentou, pensar que por vezes ela esforçou-se em ser suporte, que mesmo quando o coração lhe negava a compreensão, renegou o sentimento e o medo para focar-se em ser apenas alicerce.
Agora era injusta e fria. Agora o silêncio se sobrepunha as palavras...
Agora era egoísta e incapaz...
E engolia as palavras com gosto de fel se recusando a pronunciá-las, uma recusa calada de machucar.
Que lhe queimasse a garganta, que lhe "fodesse" a alma corrompida e triste.
Que continuasse a sorrir amarelo enquanto deixava escapar uma piada infeliz...
E continuaria a se sentir traída, continuaria a pensar que em algum momento fizera algo de errado, que havia um ponto, uma vírgula, algo que colocara fora do lugar...
Era egoísta e incapaz...
Apenas isso, a única definição aplicável ao lamentável ser.
beijo,beijo, beijo
sábado, 28 de janeiro de 2012
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