Hoje li um texto no blog de uma amigo que me fez pensar.
Falava sobre a arrogância em um desenho animado (que apesar de famoso eu nunca assisti) e como um dos heróis perdeu a luta por agir assim.
Depois de ler, comentar, preparar um macarrão com maionese, comer e voltar ao computador a idéia ainda estva na minha cabeça.
Pensei em como me escondo atrás deste escudo, como uso o artifício para me distanciar das pessoas, mas, de forma até um pouco arrogante, não pensei em me livrar dele.
É estranho; como um vício que você sabe que lhe prejudica, mas não quer deixar, sabe que não fará bem, mas mesmo assim a sensação de segurança é tão forte!
Minha arrogância também se esconde. Fica quietinha dentro de mim e se revela quando fico nervosa, me sinto ameaçada ou estou simplesmente de saco cheio.
Minha arrogância é despejada em momentos difíceis, quando controlo minha fúria e a libero como a pequena dose de veneno que "adoça" o vinho de outra taça.
Minha arrogância as vezes se revela em meus textos, meus gestos, minha face.
Minha arrogância é meu escudo, mas é também a espada que me leva a derrota, a lança que me derruba do cavalo e o pé que me chuta quando eu já estou caida.
Minha arrogância é a armadura que me distancia do perigo, mas me mantém presa em seu casulo de ferro.
Quer saber? Chega de apologia a arrogância, já é tarde e quem sabe amanhã eu pense em uma maneira de me livrar dela.
beijo, beijo, beijo
Gi.